GOVERNO VAI SANCIONAR FIM DA OPERAÇÃO ÚNICA NO PRÉ-SAL NESTA SEMANA

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 28 de novembro de 2016

As petroleiras vão terminar o dia de terça-feira (29) comemorando em alto em bom som.

A data foi marcada para a sanção do presidente Michel Temer (foto) ao projeto de lei que acaba com a obrigatoriedade de operação única no pré-sal, o que vinha sendo pleiteado há muito tempo pelas companhias de petróleo e pelo IBP, que as representa no Brasil.

A medida é vista por praticamente todo mercado como positiva, por permitir que o ritmo dos investimentos em exploração e produção – que impulsionam todas as outras cadeias de bens e serviços – aumente daqui para frente, apesar de oposições de sindicatos e movimentos de esquerda. Outro ponto que deve ser oficializado em breve e que é muito esperado pela indústria é a renovação do Repetro por mais 20 anos.

Ainda assim, outra mudança proposta pelo governo de Temer, que tenta atrair o capital privado, tem gerado um grande impasse no setor: a tentativa de enfraquecer o conteúdo local, que tem servido como motor de muitos investimentos nacionais e internacionais nos últimos anos.

As alegações por trás disso são as de que os custos estariam muito altos para a Petrobrás e as demais operadoras, mas o fato é que a própria ANP já demonstrou ter identificado uma série de empresas competitivas no Brasil, o que mostra que a simplificação do tema é um risco grande para a indústria brasileira.

O assunto será tratado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no dia 14 de dezembro, mas aliados do governo indicam que a intenção de flexibilizar a política dificilmente será modificada.

No entanto, não só as empresas, mas as entidades de classe e de trabalhadores já têm demonstrado união no modo de pensar contra esse modelo proposto pelo governo – e pelas petroleiras –, que troca os detalhes do conteúdo local por um índice global, que poderia acabar usando serviços de baixo valor agregado, como terraplanagem, para substituir investimentos em bens e serviços com mais tecnologia envolvida.

Caso essa parte das reformas siga dessa maneira, certamente enfrentará grande resistência da indústria, que apoia a abertura do pré-sal para incentivar novos investimentos, mas espera que esses recursos sejam contratados internamente, e não enviados para outros países.

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