Governo estuda ofertar sítios para captura de carbono e estocagem de gás natural nos leilões da oferta permanente

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 04 de dezembro de 2020

Por Davi de Souza

Com a conclusão do segundo ciclo da Oferta Permanente, realizado nesta manhã (4), o governo agora já começa a pensar como será o desenho das próximas licitações dessa modalidade.

Uma das alternativas em estudo é a possibilidade de inclusão de sítios para captura de carbono e estocagem de gás natural. Segundo o diretor-geral interino da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Raphael Moura, uma das grandes vantagens da Oferta Permanente é a flexibilidade do leilão em abranger diferentes tipos de contratos.

Nessa linha, há algumas áreas de interesse para captura de carbono. É um mercado que tende a crescer. É claro que a indústria do petróleo se moderniza e apoia os conceitos de redução da pegada de carbono. Então, a Oferta Permanente traz mais esse bônus, que estamos avaliando com muito cuidado”, declarou Moura, em entrevista coletiva após o certame.

O secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, José Mauro, completou o raciocínio acrescentando também a possibilidade de inclusão de regiões para estocagem de gás natural. “O Brasil hoje não tem nenhum sítio para estocagem de gás natural e isso seria muito interessante”, ponderou. Ele finalizou sua fala apontando que os próximos ciclos da oferta permanente poderão sim oferecer sítios para essa finalidade.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que também participou da coletiva, disse que o segundo ciclo da Oferta Permanente se mostrou exitoso em comparação com o primeiro ciclo, realizado no ano passado. Ele afirmou que começa agora uma análise tendo em vista o planejamento das próximas rodadas de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo.

O leilão desta sexta-feira terminou com 17 blocos exploratórios arrematados em seis bacias (Campos, Paraná, Amazonas, Espírito Santo, Potiguar e Tucano). Também foi vendida uma área com acumulações marginais (Juruá, da Bacia do Solimões). Juntas, as 18 áreas receberão investimentos mínimos de mais de R$ 160 milhões. Para os blocos exploratórios, o bônus total arrecadado foi de cerca de R$ 30,94 milhões (ágio médio de 55,11%), com previsão de R$ 157 milhões em investimentos durante a etapa de exploração.

 

 

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