SBM Offshore vence disputa pelo FPSO Mero 2 e Modec conquista contrato de Búzios V

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 22 de março de 2019

SBM Offshore está de volta ao setor brasileiro de FPSOs – e andando por cima.

No mercado, o comentário é de que a empresa holandesa venceu a disputa para a construção do navio-plataforma Mero 2, que irá operar no bloco de Libra. A unidade terá capacidade de processar até 180 mil barris de petróleo bruto e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia. O contrato de afretamento terá duração de pelo menos 22 anos e é particularmente simbólico para a SBM, que superou dificuldades recentes, virou a página e voltou novamente a ser contratada pela Petrobrás. Além disso, outro comentário dentro do mercado nesta sexta-feira (22) é que a japonesa MODEC chegou a um acordo com a Petrobrás para o contrato do FPSO Búzios V, projetado para a cessão onerosa. A disputa havia sido vencida inicialmente pela Exmar, mas a empresa belga não conseguiu avançar o negócio com a estatal brasileira.

Falando especificamente do caso da SBM, conforme o Petronotícias informou em dezembro, a companhia holandesa foi liberada novamente para ser contratada no Brasil após a homologação de seu acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF). Assim, com a formalização deste entendimento e o pagamento de uma multa de R$ 200 milhões, foi encerrado o processo de improbidade apresentado contra a empresa, em 2017, dando sinal verde para a gigante do mercado de FPSOs voltar a disputar no Brasil. O entendimento com o MPF soma-se a outros acordos que a SBM teve com autoridades brasileiras e a Petrobrás.

Com a apresentação do menor preço pela SBM, agora começa o processo de validação do resultado pela Petrobrás. A expectativa é que o FPSO Mero 2 esteja pronto para entrar em operação até o ano de 2022. A unidade vai operar em lâmina d’água de cerca de 2.000 metros e terá características similares ao projeto Mero 1, com algumas otimizações implementadas.

O campo de Mero é operado pelo Consórcio de Libra, liderado pela Petrobrás – com participação de 40% – em parceria com a Shell (20%); Total (20%); CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%), tendo a Pré-Sal Petróleo (PPSA) como gestora do Contrato de Partilha da Produção.

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