Novo desenho da gerência de exploração da Petrobrás concentrará no Rio suas principais lideranças

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 11 de abril de 2019

Funcionários da divisão de exploração da Petrobrás distribuídos por seis cidades terão que decidir se vão morar no Rio ou deixam a empresa.  

O prazo para tomar esta decisão é até 2020. Os funcionários estão em áreas de campos terrestres em Santos, Salvador, Aracaju, Manaus, Natal e Vitória. As sedes de todas estas praças irão emagrecer, o que causará um outro problema para a companhia administrar: as prefeituras locais. A coordenação deste trabalho está sob a gerência de Mario Carminatti (foto), gerente-executivo de exploração, que já comunicou aos executivos da área.  Não se sabe ao certo quantos serão transferidos, mas a importância de cada uma dessas sedes certamente diminuirá.

A reação já começou e eram esperadas pelas lideranças dos petroleiros. Há muita resistência, mas a determinação do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, é definitiva. Funcionários do Espírito Santo e da Bahia estão buscando negociações com a gerência. A decisão da companhia é baseada na premissa de que o Rio de Janeiro, sede da empresa, terá a concentração dos profissionais de geologia e geofísica e garantirá maior robustez aos projetos exploratórios.  Essa reorganização foi aprovada em 2016 pelo Conselho de Administração e o processo será gradual e concluído em 2020.

Para lembrar, em fevereiro, o presidente da Petrobrás disse que a empresa está em processo de fechamento de escritórios em Nova York, África, Irã e Japão para cortar custos.

A empresa também decidiu desmobilizar sua sede administrativa em São Paulo. Diminuiu por um lado, mas uma outra decisão, a de tirar os voos para a Bacia de Santos do terminal aeroportuário de Itanhahem, em São Paulo, foi um tiro n’água.

A direção da companhia desativou todas as operações aéreas de transporte de funcionários, transferindo, em definitivo, para o Rio de Janeiro, onde agora ficam concentradas as operações à Bacia de Santos. A estatal alegou, oficialmente, redução de gastos para justificar a decisão. Em Itanhaém (SP), no Aeroporto Estadual Antônio Ribeiro Nogueira Jr, a companhia investiu R$ 14 milhões na última década para modernizar um terminal voltado a 600 voos anuais com destino às plataformas de petróleo Merluza e Mexilhão. Isso foi esquecido o que acabou afetando os custos significativamente. A distância é maior e todos os funcionários que precisam ser trocados a cada período, moram em São Paulo.

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