ANP prepara lista com sugestão de áreas do pré-sal para leilão neste ano

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 23 de fevereiro de 2017

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) pretende propor ao Ministério de Minas e Energia, até a próxima semana, uma lista de sugestão de áreas do pré-sal para o leilão previsto para o final deste ano, informou o diretor-geral do órgão regulador, Décio Oddone. Segundo ele, a intenção é sugerir áreas de diferentes perfis exploratórios.

“A gente quer colocar no leilão áreas com diferentes perfis de risco: áreas com maior grau de conhecimento e também áreas com grau de risco maior, de forma a oferecer um leque variado para a indústria”, disse Oddone ao Valor.

O diretor preferiu não comentar sobre as áreas avaliadas. A ANP, contudo, vem mapeando potenciais novas áreas há alguns anos e já manifestou anteriormente que dispõe de ao menos outras três áreas: Saturno, Pau Brasil e Peroba.

A ex-diretora da agência, Magda Chambriard, chegou a afirmar que Pau Brasil tem potencial para 8 bilhões de barris de petróleo “in situ” (total de óleo, ainda não aprovado, contido em um reservatório e não necessariamente recuperável). A ANP também aposta no potencial de Alto de Cabo Frio, região dentro do polígono do pré-sal.

Oddone afirmou também que a agência pretende se dedicar este ano em avaliar áreas para as rodadas de 2018 e 2019. Realizar as quatro rodadas previstas para 2017 e trabalhar para aprimorar os editais e contratos das licitações estão entre a lista de ações prioritárias da ANP para o ano, recém-lançada pela diretoria do órgão.

Segundo o diretor-geral, outra grande prioridade será avançar na regulação dos setores de gás natural e refino, em meio ao momento de redução gradual da Petrobras nesses dois segmentos.

“O dinamismo do setor na época [do fim do monopólio, no final da década de 1990] ficou restrito à exploração e produção. A Petrobras continuou dominando o setor de gás e refino. Mas este ano temos, simultaneamente, ações nos três segmentos principais: leilões na área de E&P e adequação das normativas aplicadas ao gás e downstream [refino e logística] para permitir entrada de novos atores”, disse Oddone.

 

Fonte: Valor

Os comentários estão encerrados.

%d blogueiros gostam disto: