ALTA PRESSÃO DE CARCARÁ INFLUENCIOU VENDA DA ÁREA PARA A STATOIL

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 06 de abril de 2017

O campo de Carcará é considerado uma das joias do pré-sal, pelas enormes estimativas de reservas de petróleo, e deixou as mãos da Petrobrás recentemente para passar ao controle da norueguesa Statoil, que comprou os 66% do ativo por US$ 2,5 bilhões, mas, segundo o presidente da estatal brasileira, Pedro Parente, não foi apenas a necessidade de caixa que levou à venda.

“[Carcará] é um campo no pré-sal que tem muito boa perspectiva de produção de óleo. Mas por que nós vendemos então? Porque este campo tem características que despadronizam [nosso portfólio], ou seja, não é semelhante aos outros campos do pré-sal. Por exemplo, ele tem uma pressão muito maior que os outros campos do pré-sal. Então a gente precisaria de equipamentos diferentes. As árvores de natal teriam que ter uma condição de resistir a uma pressão muito maior do que aquela que os nossos equipamentos suportam”, afirmou o executivo, em entrevista à Rádio Gaúcha, do grupo RBS, nesta semana.

De acordo com Parente, a decisão foi tomada com o objetivo de “melhorar o portfólio” da empresa, mantendo “os melhores campos” e as condições para investir neles.

“Se ficássemos [com Carcará], não apenas deixaríamos de receber os US$ 2,5 bilhões, como ainda teríamos que investir junto com nossos parceiros um número muito grande, cerca de US$ 10 bilhões”, complementou o executivo.

Além disso, Parente afirmou que a busca de sócios para projetos – o que não é o caso de Carcará, já que a empresa se desfez de toda a participação na área – tem um terceiro objetivo: a redução do risco exploratório e o alto padrão de exigência dos parceiros.

“Essas empresas têm padrões muito elevados de governança e conformidade. Portanto, isso, por si só, impõe uma disciplina muito alta à empresa. Ela precisa estar à altura dos parceiros”, completou.

 

 

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