SERGIO MORO CONDENA JOÃO SANTANA E MÔNICA MOURA A FICAREM PRESOS EM REGIME FECHADO

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 02 de fevereiro de 2017

O dia de Yemanjá não começou nada bem para o baiano João Santana.

O juiz federal Sérgio Moro  condenou o marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, sócia em sua empresa,  pelos crimes de lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobrás alvo da Operação Lava Jato.  Os dois foram condenados por lavagem de dinheiro, recebimento de produto de crime de corrupção mediante condutas e ocultação e dissimulação.  A condenação foi em regime fechado: 8 anos e 4 meses para cada um deles.

Foram condenados ainda o ex-presidente da Sete Brasil João Carlos de Medeiros Ferraz, o ex-executivo da empresa e ex-gerente da Petrobrás Eduardo Musa e o lobista Zwi Skornicki.  Os três, por acordo de delação premiada, ficarão em prisão domiciliar, pagarão multas e farão serviços comunitários. Se não houvesse o acordo de colaboração, joão Ferraz e Eduardo Musa ficariam presos 8 anos e Zwi Skornicki 15 anos e seis meses.O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também está entre os condenados.

Segundo a denúncia da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, os envolvidos acertaram propinas do Grupo Keppel Fels em contratos de plataformas e navios-sondas da Petrobrás. O Consórcio FSTP era composto pelas empresas Keppel Fels, Setal Óleo e Gás e Technip.

Na setença, o Juiz Moro escreve que “Do montante de 1% de propina calculado sobre o valor dos contratos, metade foi destinada aos agentes da Petrobrás, notadamente ao Diretor de Engenharia e Serviços da Petrobrás, o Renato de Souza Duque, e ao gerente do Setor de Engenharia e Serviços da Petrobrás, o Pedro José Barusco Filho.A outra metade (da propina da Keppel Fels)) seria destinada ao Partido dos Trabalhadores, responsável pela sustentação política de Renato de Souza Duque no cargo. O acusado João Vaccari Neto era o responsável pela arrecadação desses valores e destinou parte deles para pagamentos de serviços publicitários destinados ao Partido dos Trabalhadores e prestados pelos acusados Mônica Regina Cunha Moura e João Cerqueira de Santana Filho.”

 

 

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