SERGIO MORO ACEITA NOVA DENÚNCIA DE PAGAMENTO DE PROPINA QUE ENVOLVE A SETE BRASIL

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 09 de março de 2017

Seis envolvidos na Lava Jato se tornaram réus no processo que apura propinas pagas pelo estaleiro Jurong para construir sondas de exploração do pré-sal.

A denúncia foi  feita pelo Ministério Público Federal em outubro do ano passado, mas só agora foi acatada pelo juiz Sérgio Moro. Segundo a acusação, o empresário Guilherme Esteves, representante do estaleiro, usou contas no exterior para repassar US$ 5,94 milhões em propinas a três ex-dirigentes da Sete Brasil: Pedro Barusco, João Ferraz e Eduardo Musa.  Em 2011, a Petrobrás abriu licitação para construção de 21 sondas e a concorrência foi vencida pela Sete Brasil. Em seguida, a Sete Brasil subcontratou cinco estaleiros e dividiu a produção das 21 sondas entre eles. Para ficar com os contratos de 7 dessas sondas, o Jurong teria se comprometido a pagar propinas de US$ 50,8 milhões, mas foi identificado o depósito de US$ 5,94 milhões.

Os procuradores do MPF dizem que Barusco, Ferraz e Musa receberam propina.  Os três, que já fizeram delação premiada, disseram nos depoimentos que o combinado inicial previa que o Jurong pagaria somente aos executivos da Petrobrás e da Sete Brasil. Outros três estaleiros, Atlântico Sul, Enseada do Paraguaçu e Rio Grande, pagariam ao PT, através do ex-tesoureiro João Vaccari, e o estaleiro Keppel Fels pagaria ambos. O acordo foi confirmado por Zwi Scornicki, representante do Keppel Fels, que também fez delação, mas o processo aceito pelo juiz Sergio Moro, diz respeito apenas às propinas pagas pelo Jurong aos ex-dirigentes da Sete Brasil.

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