POLÍCIA FEDERAL DESCOBRE PLANILHA DA ODEBRECHT COM INDÍCIOS DE REPASSE DE R$ 8 MILHÕES PARA O EX-PRESIDENTE LULA

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 24 de outubro de 2016

Enquanto  o ex-presidente Lula e a sua defesa tentam desconstruir as investigações da Operação Lava Jato, mais a força tarefa constrói provas contra ele.

A cada dia são novas informações  que vão minando o que parece ser o gigante de pés de barro. A cada dia se mostra mais abatido com a sequência de revelações. No domingo (23) uma reportagem da Folha de São Paulo revelou que o empresário Emílio Odebrecht disse que a construção do estádio do Corinthians foi “um agrado ao ex-presidente Lula”. Um dia depois a Polícia Federal revela que concluiu que o apelido “Amigo”, que consta numa planilha de pagamentos de propina apreendida com funcionários da Odebrecht, faz referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que afirma o despacho que indiciou o ex-ministro Antônio Palocci. O delegado Filipe Hille Pace escreveu que “Há respaldo probatório e coerência investigativa em se considerar que o ‘AMIGO’ das planilhas faça referência a Luiz Inácio Lula da Silva”.

As planilhas indicam um saldo, supostamente de propinas, de R$ 23 milhões em favor do “amigo”, ou Lula. Desse total, R$ 8 milhões teriam sido pagos em 2012, ” sob  solicitação e coordenação de Palocci”, segundo o relatório. Não se sabe o que ocorreu com os R$ 15 milhões restantes. Os outros beneficiados da planilha são “Itália”, que seria Palocci, segundo os investigadores, e “Pós-Itália”, cuja identidade ainda não foi identificada pela PF. Segundo a Folha apurou, o apelido faria referência ao ex-ministro Guido Mantega, segundo disseram os delatores da Odebrecht.

A conclusão sobre a identidade do “Amigo” é baseada em e-mails e mensagens de Marcelo Odebrecht, que fazem referência aos apelidos “Amigo de meu pai” e “Amigo de EO (Emílio Odebrecht)”, de acordo com relatório policial. Emílio, pai de Marcelo, era o principal interlocutor de Lula na empreiteira. O delegado destaca em seu despacho que a apuração de responsabilidade criminal de Lula não compete a ele, mas ao delegado federal Marcio Anselmo, que conduz os inquéritos contra o ex-presidente.

O ex-presidente Lula, como era de se esperar, mesmo diante das apurações,  diz que jamais recebeu ou solicitou propinas e afirma ser perseguido politicamente pela Lava Jato. Em nota, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, afirmou que as acusações contra Lula são “frívolas, típicas da manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política”.

 

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