Operação Lava Jato desembarca pela primeira vez nas multinacionais do setor de exploração e produção

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 23 de setembro de 2020

Pela primeira vez, a Operação Lava Jato chega no setor de Exploração e Produção da Petrobrás.

A Polícia Federal (PF) cumpriu 25 mandados de busca e apreensão na 75ª fase da operação, batizada de Boeman – referência à criatura mítica da Holanda popularmente conhecida como bicho-papão. Estão sendo cumpridos 20 mandados no Rio de Janeiro, dois em Macaé, um em São Paulo, um em Aracaju e um em Sergipe. A investigação apura crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro durante a contratação, pela Petrobrás, do fornecimento de navios lançadores de linha (PLSV). Os contratos para a construção e o posterior uso em regime de afretamento por oito anos totalizaram US$ 2,7 bilhões. Esses contratos foram firmados pelo grupo Seadrill, entre os quais contratos celebrados por meio da empresa Sapura. A quebra de sigilo bancário de contas mantidas pelos investigados no exterior revelou também o pagamento destes operadores para dois altos executivos da Sapura, um vinculado à Sapura no Brasil e outro na Malásia.

A Polícia Federal apurou que lobistas que atuavam junto a funcionários da Petrobrás e obtinham informações privilegiadas junto a setores técnicos da empresa para conseguir vantagem na formulação das propostas vencedoras da licitação. O Ministério Público Federal diz ter encontrado indícios de que as empresas investigadas contrataram intermediários que pagaram até 1,5% do valor dos contratos como  propina: Segundo a Polícia Federal, “as empresas estrangeiras vencedoras da licitação subcontrataram uma companhia holandesa para execução do serviço licitado,  representada por um dos empresários brasileiros investigado,  que  também realizou pagamentos ilícitos aos envolvidos”. Procurada pelo Petronoticias, a Seadril prometeu divulgar uma nota oficial ainda hoje.

 

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