ODEBRECHT DENUNCIA QUE PAGOU PROPINA AO EX-PRESIDENTE DA PETROBRÁS ALDEMIR BENDINE

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 12 de abril de 2017

Os tentáculos da Lava Jato abraçam mais suspeitos.

Agora surge o nome do próprio ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás, Aldemir Bendine, que substituiu Graça Foster, que se demitiu no início de 2014 com toda sua diretoria.  Os delatores Marcelo Odebrecht e Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, afirmaram, em seus depoimentos na colaboração premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República, que Aldemir Bendine, os procurou entre 2014 e 2015 com o objetivo de ajudar a Odebrecht Ambiental em troca de dinheiro.  Os colaboradores disseram que ele se apresentou como “interlocutor da presidente da República”, na época Dilma Rousseff, “demonstrando poder agir em busca de atenuar os avanços da ‘Operação Lava Jato’”. A revelação surpreendente está no despacho do ministro Edson Fachin que determinou a investigação contra Bendine para o juiz federal Sergio Moro, em Curitiba.

O Ministro Fachin acatou o pedido de Janot para remeter a investigação para primeira instância, já que ele não possui prerrogativa de foro  privilegiado. Segundo a Odebrecht, Bendine teria pedido propina equivalente a 1% da dívida da Odebrecht Ambiental com o Banco do Brasil “a fim de permitir a renegociação do débito” junto ao banco então presidido por ele. Os colaboradores ainda revelaram que, diante da insistência de Bendine, foram realizados três pagamentos de R$ 1 milhão via Setor de Operações Estruturadas, nome oficial do “departamento da propina” da Odebrecht. Em seu despacho, Fachin não dá mais detalhes sobre como teriam sido efetuados os repasses.

 

 

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