Sanções americanas apertam e Venezuela vê suas vendas de petróleo despencarem agravando a crise econômica

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 24 de junho de 2020

Se a situação na Venezuela já estava feia, agora está de vaca não conhecer bezerro. A receita do petróleo, que sempre foi a grande salvaguarda da economia da ditadura venezuelana desde Hugo Chaves, está indo para o ralo, aumentando ainda mais a instabilidade do regime do ditador Nicolás Maduro.

As exportações de petróleo, que antes respondiam por 95% das entradas de moeda estrangeira no país, caíram quase pela metade neste mês, depois de atingir o menor nível em 73 anos, em maio. Tudo isso em função do aperto das sanções americanas contra a Venezuela e do governo roto do ditador que não sabe mais o que fazer para manter o controle de um país corrupto na essência de seu governo, que ainda tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

O regime de Maduro já enfrenta uma crise humanitária agravada pela pandemia de coronavírus, que encolhe a demanda doméstica por combustíveis. A expectativa é que apenas mais um petroleiro seja carregado para os 12 dias restantes do mês, segundo documentos. A Venezuela costumava carregar dois navios por dia há dois anos, antes da imposição de sanções financeiras.

Os tanques de armazenamento de petróleo no país estão quase cheios, obrigando operadores a paralisarem a produção. Não há para quem vender.

   Garimpo de ouro na Venezuela sob comando de generais

Os seus tradicionais parceiros, também estão com seus estiques cheios pela falta de demanda e não conseguem mais armazenar. Em muitos outros casos, cancelaram as encomendas obrigados devido às sanções do governo Trump. Sem o dinheiro do petróleo, a vida fica muito mais difícil para ditador Maduro. Ele terá que depender mais da mineração de ouro e atividades ilegais, como o tráfico de drogas, para pagar por seu aparato de segurança, dizem os analistas. Mas também há notícias de alguns generais dominarem as minas de extração de ouro como garantir de apoio à ditadura venezuelana.

Os embarques de petróleo, usados para a troca por combustíveis e alimentos, caíram para 167.222 barris por dia neste mês. Uma queda de 45% em relação ao mesmo período de maio, segundo dados de programas de carregamento. Depois que os Estados Unidos impuseram sanções à empresa mexicana Libre Abordo e sua afiliada Schlager Business, a Venezuela começou a depender de remessas para Cuba, para a refinaria italiana Eni e para a Repsol, da Espanha. Tanto a Eni quanto a Repsol disseram que estão recebendo petróleo como pagamento para liquidar dívidas antigas, que teria o sinal verde americano para este ressarcimento.

 

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