Receitas com o petróleo da Venezuela caíram de US$ 56 bilhões para US$ 400 milhões

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 01 de outubro de 2020

A caótica situação da Venezuela do ditador Nicolás Maduro, vai de mal à pior.

Alguns militares de alta patente que se beneficiam dos garimpos ilegais de ouro, são os que ainda sustentam um governo frágil, mas violento. Nos últimos cinco anos a grande galinha dos ovos de ouro, o petróleo, mergulhou numa decadência sem precedentes. Sem peças de reposição dos equipamentos de exploração e produção e de refino, as receitas despencaram e o país sobrevive a duras penas. A Venezuela tem as maiores reservas do mundo de petróleo, mas um óleo grosso, que depende de nafta para refinar. Antes, recebiam o produto dos Estados Unidos. Hoje, só recebem petróleo de boa qualidade, eventualmente, usado para misturar ao seu produto para refinar. As receitas do país com o petróleo caíram de US$ 56 bilhões para US$ 400 milhões.

   Os Apagões são constantes

O ditador Maduro prefere atribuir aos Estados Unidos o caos que o seu governo vive, levando a população, a grande maioria, para um caos econômico que estimula os cidadãos a fugir do país em busca de sobrevivência.  Parte da catástrofe econômica, claro, se deve às sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos para tentar derrubar seu governo. Mas a reação americana e de grande parte dos países da América Latina, com exceção da Argentina, querem Maduro fora. China e Rússia, já perceberam que a parceria com Maduro só desgasta as suas relações políticas e econômicas com o mundo.

   Maior refinaria do país parada por falta de peças de reposição

A Turquia, recebe o ouro extraído no país em troca de poucos serviços e produtos. O Irã, que também sofre o rigor das imposições econômicas americanas, passou a ser o único parceiro que ainda está procurando ajudar. De vez em quando, envia um ou outro petroleiro com equipamentos de reposição, produtos alimentícios, vendidos em zonas especiais do país onde vive a classe média alta, combustíveis e petróleo para ajudar a refinar o que óleo que ainda é extraído, sabe-se lá como.

Quase não há combustível no país. Filas gigantescas nos postos de gasolina, demoram dias. Nos últimos anos, a Venezuela registrou uma queda brusca de receitas externas, que é a maior de sua história. Esta queda, é reconhecida pelo próprio ditador. Em um discurso via rádio e TV, disse “perdemos 99% do volume de receita em divisas. Isso alcança 30 bilhões de dólares ao ano. Impossível sequer imaginar o tamanho da pressão aplicada a nossa economia.”

Maduro diz que está no sétimo ano de recessão: “de cada 100 dólares ou euros que o país obtinha com a venda de petróleo em 2014, hoje recebe menos de um. Isso fez com que a receita caísse de mais de 56 bilhões de dólares esteja a menos de 400 milhões de dólares. A causa inicial foi a guerra declarada contra os preços do petróleo para atacar os principais produtores do mundo.  Depois passou para a fase dois, o colapso, o bloqueio total, a perseguição total à economia e às finanças do país”. Ao criticar as sanções aplicadas pelo governo do presidente americano de Donald TrumpMaduro afirmou que o “bloqueio criminoso” obedece a “uma selvageria econômica” que afeta de maneira importante indicadores sociais como mortalidade infantil e os níveis de nutrição da população. A pobreza por renda atingiu 96,2% das famílias e a pobreza extrema 79,3%.

 

 

 

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