Marinha americana libera pela primeira vez em cinco anos as primeiras imagens do submarino da classe Seawolf

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 28 de agosto de 2020

Um segredo militar desfeito.

Pelo menos em parte. Um submarino da Marinha americano, que normalmente fica baseado no Pacífico e usado para coleta de inteligência visitou a cidade de Tromsø, na Noruega, na semana passada, poucos dias antes de os testes de foguetes russos acontecerem nas proximidades. As fotos publicadas pela Marinha são as primeiras vistas de qualquer submarino da classe Seawolf em cinco anos. Autoridades militares consideraram um movimento altamente incomum, a USS Sixth Fleet publicar quatro fotos do submarino de ataque USS Seawolf visitando a cidade norueguesa. Foram as primeiras fotos publicadas de qualquer submarino da classe Seawolf em cinco anos.

O comunicado da Marinha americana à imprensa foi considerado vago em relação ao propósito da missão do Seawolf  na entrada do Mar de Barents, observando apenas que ele estava lá para complementar “as capacidades de guerra submarina das Forças Navais dos EUA na Europa”. 

O almirante Anthony Carullo, comandante do Grupo de Submarinos 8, para o qual o Seawolf está designado, observou no comunicado que a chegada do barco complementa “nossas já robustas capacidades de guerra submarina e demonstra nosso compromisso contínuo em fornecer segurança marítima e dissuasão em toda a região”.

Existem apenas três submarinos da classe Seawolf, que foram originalmente concebidos para substituir os submarinos de ataque rápido da classe Los Angeles como os principais submarinos de ataque da Marinha.  O fim da Guerra Fria trouxe grandes cortes de custos e, em vez disso, os ultra silenciosos submarinos Seawolf, já projetados para operações sigilosas, inclusive sobe o espesso gelo do Ártico, foram reaproveitados como recursos de coleta de inteligência, além de seu papel de caçador.

O submarino “irmão” do USS Seawolf, o USS Jimmy Carter, foi equipado com um acessório especial de coleta de sinal em seu mastro, permitindo que ele detecte e espie uma variedade de sinais eletromagnéticos, incluindo radar e comunicações de rádio. Ele também tem um compartimento especial que pode facilitar a implantação de equipes SEAL ou drones subaquáticos e, possivelmente, até carrega equipamentos para permitir que eles entrem em cabos de comunicação submarinos. No entanto, pouco se sabe sobre que tipos de modificações semelhantes podem ter sido feitas no USS Seawolf.

O aparecimento de qualquer navio da Marinha dos Estados Unidos no Mar de Barents é raro. Quando vários navios de guerra da OTAN navegaram por lá em maio deste ano, foi  para se envolver em exercícios perto da Frota do Norte da Rússia.

Foi a primeira vez em 40 anos que um navio de um dos países aliados se aventuraram lá. A visita de destaque do Seawolf ao norte pode ser vista como um sinal para a Rússia, que tem vários exercícios programados para os próximos dias no Mar de Barents e nas águas vizinhas.

 

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