Índia faz super contratação para aumentar sua força naval: 24 submarinos, 350 navios, 123 helicópteros e 57 caças

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 01 de setembro de 2020

Quando se trata de segurança, a Índia não deixa por menos.

A marinha do país está planejando adquirir 24 novos submarinos, incluindo seis submarinos de ataque nuclear, para aumentar sua capacidade de combate subaquático. Atualmente, ela possui 15 submarinos convencionais e dois submarinos nucleares. Os submarinos serão construídos na Índia sob o modelo de parceria estratégica que permite que as empresas nacionais se unam às principais empresas de defesa estrangeiras para produzir plataformas militares de ponta no país e reduzir a dependência das importações.

E já está tudo pronto para lançar o processo de licitação no mês que vem em outubro, para um megaprojeto de US$ 5 bilhões para construir seis submarinos convencionais para a Marinha indiana e reduzir a lacuna com o crescente poderio naval da China. O trabalho de base, como especificações dos submarinos e outros requisitos essenciais para a emissão da RFP (solicitação de proposta) para o megaprojeto, denominado P-75 I, foi concluído por equipes separadas do Ministério da Defesa e da Marinha da Índia.

A RFP será emitida já em outubro, O ministério da defesa já selecionou dois estaleiros indianos e cinco grandes empresas de defesa estrangeiras para o projeto, anunciado como um dos maiores empreendimentos “Make in India”.

As entidades indianas selecionadas foram o grupo L&T e a estatal Mazagaon Docks Ltd (MDL), enquanto as entidades estrangeiras selecionadas incluíam ThyssenKrupp Marine Systems (Alemanha), Navantia (Espanha) e Naval Group (França). Inicialmente, o Ministério da Defesa emitirá RFPs para MDL e L&T e as duas empresas terão que apresentar sua proposta detalhada após o recebimento do documento. Posteriormente, a L&T e a MDL terão que selecionar um parceiro estrangeiro entre as cinco entidades selecionadas. A Marinha tem se concentrado em reforçar significativamente suas capacidades gerais em vista dos esforços crescentes da China para aumentar sua presença militar na região do Oceano Índico.

O oceano Índico, considerado o quintal da Marinha da Índia, é fundamental para os interesses estratégicos do país. De acordo com analistas navais globais, a marinha chinesa tem atualmente mais de 50 submarinos e cerca de 350 navios. O número total de navios e submarinos está projetado para passar de 500 nos próximos 8 a 10 anos. A Marinha indiana também está em processo de aquisição de 57 aviões de combate transportados por porta-aviões, 111 Naval Utility Helicopters (NUH) e 123 helicópteros multifuncionais sob o modelo de parceria estratégica. A política prevê o estabelecimento de parcerias estratégicas de longo prazo com grandes empresas de defesa indianas por meio de um processo transparente e competitivo em que eles se uniriam a fabricantes globais de equipamentos originais (OEMs) para buscar transferências de tecnologia.

Os parceiros estratégicos serão selecionados em quatro segmentos – aviões de combate, helicópteros, submarinos e veículos blindados de combate / tanques de batalha principais. A previsão é que seja expandido para outros segmentos. Nos últimos meses, o governo divulgou uma série de medidas de reforma e iniciativas para tornar a Índia um centro de manufatura de defesa.  O Ministro da Defesa Rajnath Singh   anunciou que a Índia interromperá a importação de 101 armas e plataformas militares, como aeronaves de transporte, helicópteros de combate leves, submarinos convencionais, mísseis de cruzeiro e sistemas de sonar até 2024.

A Índia é um dos maiores importadores de armas do mundo. Segundo estimativas, as forças armadas indianas deverão gastar cerca de US$ 130 bilhões em aquisições de capital nos próximos cinco anos. O governo agora quer reduzir a dependência de plataformas militares importadas e decidiu apoiar a fabricação nacional de defesa. O ministério da defesa estabeleceu uma meta de faturamento de US$ 25 bilhões na fabricação de defesa nos próximos cinco anos, incluindo uma meta de exportação de US$ 5 bilhões em equipamentos militares.

 

 

 

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