HALLIBURTON MULTIPLICA PERDAS E FECHA O PRIMEIRO TRIMESTRE COM PREJUÍZO DE US$ 2,4 BILHÕES

FONTE PETRONOTÍCIAS

Davi

O mercado internacional não vem dando trégua e mais uma grande empresa começou o ano com as finanças no vermelho.

Desta vez, a afetada foi a Halliburton, que registrou um prejuízo de US$ 2,41 bilhões no primeiro trimestre de 2016, valor que praticamente quadruplica as perdas de US$ 643 milhões registradas no mesmo período do ano passado. Além dos impactos da desaceleração da indústria norte-americana, o resultado negativo foi puxado pela multa de US$ 3,5 bilhões que a empresa deverá pagar à Baker Hughes pela desistência do acordo de fusão, anunciada esta semana.

Embora o setor de óleo e gás venha se projetando para um cenário de retomada, o momento ainda é de aferir perdas. No caso da Halliburton, a redução das vendas nos Estados Unidos deixou um rastro de prejuízos, à medida que subiram os custos para manutenção de projetos e a receita líquida da empresa contou com uma redução drástica de 40% no trimestre.

Nesse cenário, a quebra da fusão com a Baker Hughes surge como a cereja do bolo. Em anúncio feito nesta segunda-feira (2), o CEO da Halliburton, Dave Lesar (foto), afirmou que a decisão foi tomada com base nas dificuldades para a regulação do processo, que vinha sendo contestado em diversas frentes antitruste no mundo. A desistência resultará em uma indenização de US$ 3,5 bilhões à empresa rival, valor que equivale à décima parte da fusão, estimada em US$ 35 bilhões.

“Enquanto ambas companhias viam a fusão como uma maneira de melhorar resultados de acionistas, clientes e outras partes interessadas, os desafios na obtenção de aprovações regulamentares e as condições gerais da indústria, que atingiram severamente a economia, levaram à conclusão do negócio com a extinção da fusão”, apontou Lesar. Na visão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica brasileiro (Cade) e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a união das companhias traria problemas à indústria global, como o aumento de preços, redução da inovação tecnológica e enfraquecimento da livre concorrência.

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