Dinamarca anuncia que não concederá mais licença de exploração e eliminará a produção de petróleo em 2050

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 04 de dezembro de 2020

O ministro do Clima e Energia da Dinamarca, Dan Jorgensen, disse em Copenhague que o país deixará de oferecer novas licenças para exploração de petróleo no Mar do Norte e eliminará totalmente a produção em 2050, dado um passo histórico em direção a um futuro livre de combustíveis fósseis.

E afirmou que esta informação tenha repercussão em todo mundo. A Dinamarca é um dos maiores produtores de petróleo da União Européia.  O governo social-democrata chegou a um acordo com a maioria no parlamento. O acordo significa que uma 8ª rodada de licenciamento planejada será abandonada, assim como todas as explorações futuras, disse Jorgensen. Cerca de 150 milhões de barris de petróleo e equivalentes que teriam sido produzidos até 2050 permanecerão no mesmo lugar.

O ministro disse que “Esperamos que isso possa inspirar outras pessoas. Somos o primeiro país com uma produção significativa a dar esse passo. A ideia é que outros olhem para nós e digam: se a Dinamarca pode fazer isso, nós também podemos.” 

Para as empresas de petróleo e gás que operam atualmente em águas dinamarquesas, os termos e condições permanecerão inalterados até que a produção pare em 2050. A decisão custará à Dinamarca cerca US$ 2,1 bilhões, de acordo com estimativas do ministério de energia. A decisão da Dinamarca foi aplaudida por ambientalistas. “É assim que se parece a liderança climática”, disse Mel Evans, do Greenpeace no Reino Unido: “Para nos recuperar desta pandemia e preparar a nossa economia para o futuro, devemos transformar o Mar do Norte em uma indústria de energia exclusivamente renovável que crie empregos para os trabalhadores e forneça energia limpa e acessível ao Reino Unido.”

A Dinamarca explora petróleo no Mar do Norte há 60 anos.  Na época, o governo concedeu à AP Moller-Maersk os direitos exclusivos de exploração e perfuração, que a empresa compartilhou com outras grandes empresas de petróleo, com a Shell e a Chevron. Em 2017, a Maersk vendeu seus negócios de petróleo e gás para a TOTAL, e se tornou a maior transportadora de carga do mundo. Para a Dinamarca, a decisão de encerrar a exploração do Mar do Norte se encaixa em uma agenda que fez da proteção do clima uma prioridade. O país tem como meta reduzir as emissões de carbono em 70% em 2030, em comparação com os níveis de 1990. Jorgensen apontou para o desejo da Europa de ser neutra em carbono até 2050, “o que significa que precisa acabar com sua dependência de combustíveis fósseis. Tenho a impressão de que esse desenvolvimento será acelerado.”

 

 

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