‘WSJ’: Fracasso de acordo em Doha deixa exportadores de petróleo no limite

FONTE JORNAL DO BRASIL

ApertoO aperto fiscal está afetando a geração de energia e levando o governo a fazer várias mudanças de emergência.

Ministro do Petróleo da Venezuela disse que decisões de última hora “sabotaram” a reunião.

Matéria publicada nesta quarta-feira (20) no The Wall Street Journal, fala que a decisão da Arábia Saudita de rejeitar um plano internacional para limitar a produção de petróleo pode levar ao extremo a situação de alguns países produtores, em meio a um período de preços baixos que já dura quase dois anos.

Segundo a reportagem do Journal, a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo, frustrou asesperanças de países como Rússia, Venezuela e Angola, que queriam um acordo que congelasse a produção nos níveis de janeiro e começasse a conter o excesso de oferta global que derrubou os preços. Quase metade dos países reunidos nos últimos dias em Doha, a capital do Catar, — Iraque, Nigéria, Angola, Equador, Venezuela e Azerbaijão, entre outros —, está buscando socorro financeiro de instituições internacionais.

De acordo com o jornal americano, na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro alardeou que o encontro seria o primeiro passo para a recuperação das finanças do país, a economia deve se contrair novamente neste ano, à medida que a receita com o petróleo diminui. O aperto fiscal está afetando a geração de energia e levando o governo a fazer várias mudanças de emergência, inclusive uma mudança no horário local e o decreto de um feriado nacional na segunda-feira para reduzir o consumo.

Sem mencionar nenhum país específico, o ministro do Petróleo da Venezuela, Eulogio Pino, disse que decisões de última hora “sabotaram” a reunião do Catar.

 

 

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