Vale deve vender ao menos 8 ativos em 2014

FONTE: ABIFER

A Vale possui ao menos, mais oito ativos na fila para desinvestimentos e que devem sair do seu portfólio ao longo de 2014. Com a meta de se desfazer de ativos que estejam fora de seu núcleo de negócios, operações ligadas a alumínio, bauxita e cobre devem ser incluídas nas vendas que podem ser anunciadas pela empresa nos próximos meses. 

De acordo com a média de expectativas de instituições financeiras consultadas pelo Broadcasty serviço em tempo real da Agência Estado, a Vale tem potencial para embolsar US$ 3,5 bilhões nesse processo, considerando as vendas de ativos

que, na percepção do mercado têm mais chance de sair no cm to prazo, como a participação da Vale na produtora de alumínio Norsk Hydro (21,6%), a fatia de 40% na Mineração Rio do Norte (MRN), a fatia na Vale Logística Integrada (VLI), a participação de 31% na Login, o projeto de bauxita de Paragomims e a mina de cobre Tres Valies (Chile).

Além desses ativos, ainda constam na lista de possíveis operações que podem entrar no processo de desinvestimentos, os ativos do setor de óleo e gás que a empresa ainda possui e parte de sua frota de navios, além da possível busca de um parceiro para sua mina de níquel, de Thompson, no Canadá.

Sobre os negócios que estão por vir, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse, recentemente, que há “diversos” ativos da empresa que são passíveis de serem vendidos. O executivo completou que até o fim do ano mais alguma venda deverá sair e que há “uma surpresa” que poderá ser incluída no rol de ativos alvo de desinvestimentos.

Neste ano, a Vale já realizou vendas de ativos na ordem de U S$ 3,15 bilhões, acima dos US$ 1,47 bilhão arrecadados ao longo do ano passado. Neste ano, a mineradora vendeu 5% dos fluxos de ouro pagável produzidos como subproduto da mina de cobre do Salobo durante a vida d 1 mina e 70% dos fluxos de ouro pagável produzido como subproduto das minas de níquel de Sudbury por US$ 1,9 bilhão.

O segundo negócio neste ano foi a venda da fatia da VLI para a Mitsui por R$ 1,509 bilhões 10 (US$ 695 milhões) e 15,9% do capital da VLI para o FI-FGTS por R$ 1,2 bilhão (US$ 553 milhões).

Em relatório recente, o Barclays frisa que, em um cenário ideal, o programa de desinvestimentos da Vale poderia alcançar US$ 10 bilhões. Para esse cálculo, o banco britânico considera a venda de ativos como o de potássio na Argentina, Rio Colorado; a venda da fatia (50%) que a Vale possui na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), operações australianas de carvão e a participação de 50% que a empresa possui na Califórnia Steel, produtora de aços laminados planos e dutos nos EUA, Segundo analistas de mercado, esse processo de venda de ativos da empresa terá, ainda, um papel importante para injetar capital na Vale e ajudá-la a financiar sua expansão sem que haja um peso negativo no demonstrativo financeiro da empresa. Esse montante poderá ajudar a financiar o maior projeto em curso, Serra Sul (S11D), onde são estimados investimentos de cerca de US$19,5 bilhões.

Custos. O movimento de desinvestimento vem ao encontro da estratégia da Vale em ter maior austeridade em seus gastos. Nos últimos trimestres a companhia tem apresentado uma forte gestão de custos.

Para 2013, o investimento programado pela Vale foi de US$ 16,3 bilhões. A empresa havia informado que os picos de desembolsos anuais já foram atingidos no passado. “As perspectivas de uma expansão moderada da demanda global por minérios e metais no médio prazo requerem rígida disciplina na alocação de capital e maior foco em maximizar eficiência e minimizar custos”, disse a empresa.

Austeridade

Empresa se desfaz de ativos no mesmo momento em que promove um movimento de forte gestão de custos diante de perspectiva conservadora para expansão da demanda global por minério.

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