Roberto Ardenghy diz em webinar da Onip que a Petrobrás vai anunciar novas iniciativas para sua cadeia de fornecedores

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 24 de setembro de 2020

Na edição do Circuito Brasil de Óleo e Gás, evento realizado pela ONIP em parceria com a ABPIP e apoio da Firjan, o Anuário do Petróleo no Rio 2020 foi o tema central e trouxe uma visão sobre as atividades em exploração e produção em águas fluminenses, com convidados de três operadoras.

A descoberta anunciada pela Petrobrás, que encontrou petróleo em águas ultraprofundas em Naru, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, foi destacada por Roberto Ardenghy, diretor executivo de Relacionamento Institucional na Petrobrás: “Ainda não é possível dizer o que vai acontecer com essa descoberta, uma vez que o prospecto de pré-sal da Bacia de Campos está em fase final de avaliação, no entanto, a notícia traz uma perspectiva positiva.”

Além da notícia do dia, o executivo registrou também a importância da tecnologia e da inovação para o avanço das atividades da empresa, com destaque para o Cenpes. O recorde, alcançado recentemente, de regasificação de gás no terminal da Baía da Guanabara, com volume de 30 milhões de m³/dia; o lançamento das estratégias de biorefinos para a Reduc, entre outras estratégias de modernização do parque de refino no Rio.  Os estudos de sinergia entre o Polo Gaslub e a Reduc, além de principais aspectos das grandes áreas offshore e a construção de suas infraestruturas de produção. Ele confirmou que a empresa está preparando um Petrobras Day para anunciar novas iniciativas de trabalho com sua cadeia de fornecedores.

Outra boa notícia destacada no evento trata de incentivo à produção de campos maduros, e foi apresentada por Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval na Firjan e diretora geral da ONIP, que mediou o evento e também apresentou a recém lançada edição do “Anuário do Petróleo no Rio”. A regulamentação da redução de royalties em campos concedidos a empresas de pequeno ou médio porte, está no planejamento da ANP para consulta pública na próxima semana, disse ela, citando informações de José Mauro Ferreira Coelho, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia.

Novas operadoras do mercado offshore no Rio de Janeiro, a Perenco e a BW Energy, também participaram do evento. Beatriz Souto, da BW, disse que a empresa está muito interessada no Brasil: “A gente enxerga o país como um ambiente sólido, um ambiente regulado e um ambiente jurídico com segurança elevada, além de apresentar órgãos qualificados e que abrem o diálogo com operadores.”  Leonardo Caldas, diretor de Relações Institucionais na Perenco do Brasil, afirmou que a empresa, que tem expertise em campos maduros, tentará resgatar a produção histórica do polo de Pargo, em torno de 15 mil a 20 mil barris/dia, com os investimentos que pretende realizar. Hoje a produção é de cerca de 4 mil barris/dia. A expansão ainda depende da aprovação da ANP do plano de desenvolvimento da empresa, que inclui investimentos e uma prorrogação da concessão até 2040, explicou o executivo.

 

 

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