PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NA ARÁBIA SAUDITA NÃO SERÁ SUFICIENTE PARA ATENDER DEMANDAS ENERGÉTICAS DO PAÍS, APONTA CONSULTORIA

FONTE PETRONOTÍCIAS

Energia Solar

A expansão da indústria de petróleo levanta novas questões relativas a matriz energética mundial nos próximos anos, e no centro do foco está a Arábia Saudita.

O país detém hoje o título de maior produtor do mundo, mas a futura derrocada das reservas de óleo e as demandas crescentes de energia no país devem impulsionar investimentos em fontes renováveis na próxima década. É o que aponta um novo estudo da consultoria EcoMENA, que defende uma reestruturação da matriz saudita por meio de novos aportes na geração fotovoltaica e na eficiência energética em operações da indústria.

O país detém hoje reservas estimadas em 265,4 bilhões de barris, soma suficiente para atender às atuais demandas por 72 anos. Ao passo que cresce o consumo do mercado interno, no entanto, a viabilidade desse modelo passa a ficar em risco. O governo vem dando foco à queima de óleo bruto para suprir as necessidades da indústria, mas as demandas praticamente dobraram entre 2000 e 2013.

“Não há combustível ou gás natural suficiente para atender à demanda”, afirma o fundador da consultoria saudita, Salman Zafar. Segundo o executivo, a proximidade de um pico de produção alerta a Arábia Saudita para a necessidade de renovar sua estrutura energética. Entre as medidas avaliadas estão o desenvolvimento da indústria de energia solar e novos investimentos em usinas nucleares.

De acordo com o estudo, a capacidade de geração no país deve crescer de 58GW para 120GW em 2032, mas o foco na queima de óleo para suprir a indústria em crescimento se tornará inviável. “Acredito que chegou o momento da Arábia Saudita começar a se planejar para o que vem depois da era do óleo”, enfatiza Zafar.

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