PetroRio mantém o foco no futuro

FONTE JORNAL DO BRASIL – Matéria publicada em 25 de outubro de 2016

Foto: Renato Jerusalmi (de barba e blusa azul) no stand da PetroRio

Empresa marca presença no maior evento de petróleo na América Latina, a Rio Oil & Gas.

Rebeca Letieri *

A PetroRio, uma das mais novas empresas nacionais e independentes na produção de petróleo no Brasil, marca presença no maior evento do setor de óleo e gás na América Latina, a Rio Oil & Gas 2016, que teve início nesta segunda-feira (24). Ela opera, desde janeiro de 2014,  o Campo do Polvo na Bacia de Campos (RJ), produzindo cerca de 9 mil barris de óleo por dia, colocando-a entre as dez maiores produtoras do país.

O ganho atual chega próximo 20% em produtividade em relação a estimativa anterior, que era de 7,5 barris por dia, o que, segundo Renato Jerusalmi, gerente geral financeiro, e de relação de investidores, estende a vida útil do campo, podendo chegar a 2023.

“A companhia muda de uma cultura um pouco, digamos, rica, porque era uma companhia muito capitalizada, com o petróleo a 100 dólares; por uma companhia com uma cultura de custos muito mais fortes, e com uma cabeça muito mais enxuta para ter operações mais eficientes. Então tem uma redução muito drástica de custos e obviamente a gente consegue ter vários benefícios disso. Um deles é estender a vida útil no campo”, disse Renato no congresso que reúne toda a cadeia produtiva do segmento, nesta terça-feira (25).

A extensão da vida útil do campo, para a PetroRio, vem por meio de rigor no gerenciamento de reservatório, grande estabilidade e menor decréscimo nos níveis de produção. Para adquirir estabilidade, o gerente financeiro conta que, a partir de 2014, a companhia começa um processo muito intenso do que ele chama de “turn around”, ou seja, mudou-se para uma estratégia de menos risco, que é a compra de ativos em produção, e em um segundo momento, tem um grande foco na redução de custos.

“Hoje, a gente já consegue mostrar um resultado disso. Reduzimos o custo operacional do campo, de mais ou menos 240 milhões de dólares por ano de Polvo em 2013, para o que a gente estima na faixa de 90 milhões de dólares esse ano, que é uma redução bem mais que 50%, muito significativa para o setor. E reduzimos muito os custos de despesas administrativas, que antes giravam na faixa de 50 a 60 milhões de dólares, com vários escritórios no mundo, como nos EUA e na África, para a faixa de 15 milhões de dólares nesse ano.”

Antes de ser a PetroRio, a companhia tinha o foco 100% em exploração de óleo e gás, com um sucesso que gerava em torno de 10 a 15%, ou seja, a cada 10 poços, você tem uma ou duas descobertas, o que, portanto, Renato considera muito arriscado. As atividades no Campo de Polvo, hoje, são conduzidas pela plataforma fixa Polvo A e o FPSO Polvo, este último com capacidade para processar cerca de 100 mil barris de fluido por dia e estocar até 1 milhão de barris.

“Agora, a companhia tem uma estratégia de comprar campos de produção, que tem baixo risco, e replicar o que fez com o Polvo para gerar valor. Resumindo, nós temos um caixa muito relevante na faixa de 430 milhões, e praticamente zero de divida. Com essa capacidade financeira forte, conseguimos comprar ativos e executar na estratégia de crescimento.”

Os projetos para o futuro não poderiam ser outros para o gerente financeiro, senão, executar uma aquisição que gere valor para o acionista e para a companhia fazendo-a crescer.

“Os projetos futuros estão focados em conseguir executar uma aquisição que tenha um bom retorno. Mas é bom lembrar que estamos também abertos para a América Latina, não queremos ficar só dependendo de Brasil, apesar de ser a nossa prioridade.”

A 18ª edição do evento tem como tema “Caminhos para uma Indústria de Petróleo Competitiva” e está sendo realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro, até a próxima quinta-feira (27). Promovida a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a Rio Oil & Gas completa a programação com sete arenas e fóruns contando com a participação das principais empresas do setor, incluindo as duas maiores operadoras do Brasil, Petrobras e Shell, e representantes de países como Alemanha, Argentina, China, França, Holanda, Inglaterra, Israel, Itália, Japão e Noruega.

 

* do projeto de estágio do JB

 

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