Petróleo opera em baixa, com pessimismo sobre fundamentos do mercado

FONTE ISTO É DINHEIRO

Os contratos futuros do petróleo operam em queda na manhã desta terça-feira, diante de sentimentos negativos sobre os fundamentos do mercado e de um movimento geral de aversão ao risco entre investidores nesta manhã.

A avaliação sobre o setor continua a se sobrepor sobre a expectativa positiva de que pode haver um acordo para congelar a produção de importantes países do setor.

Às 8h18 (de Brasília), o petróleo WTI para maio caía 0,31%, a US$ 35,59 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho recuava 0,40%, a US$ 37,54 o barril, na ICE, em Londres.

O Brent já perdeu 12% de seu valor, desde que atingiu a máxima em três meses e meio em meados de março. O WTI, por sua vez, caiu 15% no mesmo período. Na avaliação do Commerzbank, a queda atual da commodity é uma “correção”, já que os preços estariam artificialmente altos no mês passado.

Após quase dois meses de sentimento positivo no mercado, vários fatores pesam agora sobre os preços do petróleo, segundo analistas. O segundo trimestre é tradicionalmente um período fraco para a demanda por petróleo, porque as refinarias realizam manutenções antes do pico da temporada de verão local nos EUA.

Além disso, a Ásia pode ter comprado mais petróleo que necessita recentemente, segundo a Energy Aspects. Com isso, os países do continente podem dar uma pausa em suas compras, diz a consultoria. As importações de petróleo da Ásia no primeiro trimestre foram de 22,6 milhões de barris por dia, uma alta de 2,2 milhões de barris por dia na comparação com igual período do ano passado. Isso significa que a demanda na Ásia pode enfraquecer, devido ao excesso de movimento nos portos e dos amplos estoques, o que pressionaria mais os preços, dizem os analistas.

O avanço recente no petróleo foi impulsionado pela expectativa de que importantes produtores, como Arábia Saudita e Rússia, possam concordar em congelar o nível de suas exportações. Uma autoridade saudita, porém, insistiu recentemente que o Irã precisaria fazer parte de qualquer acordo, o que não parece provável agora. O gerente de risco Michael Poulsen, da Global Risk Management, disse que o avanço de 11% das exportações iranianas para a Índia, um dos principais clientes da Arábia Saudita, pode ter sido um dos principais motivos para a mudança na postura saudita.

Mais tarde, às 17h30 (de Brasília), o American Petroleum Institute (API) divulgará seu relatório semanal de estoques de petróleo bruto nos EUA. Analistas esperam alta de 3,3 milhões de barris, o que deve gerar mais sentimento negativo no mercado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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