Petroleiros reúnem poucos manifestantes em protesto no Rio

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

A passeata dos petroleiros pelo Centro do Rio contra o primeiro leilão do pré-sal, do campo de Libra, reuniu cerca de cem pessoas, segundo as contas oficiais, e 300, pela estimativa dos manifestantes.

Sem black blocs e ocupando apenas três das cinco faixas da Avenida Rio Branco, a passeata saiu da Calendária em direção à Cinelândia, com um carro de som do Sindipetro/RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro) comandando a marcha.

Os gritos de guerra pediam a suspensão do leilão, marcado para a próxima segunda-feira (21), e a estatização total da Petrobras, hoje uma empresa de economia mista.
“Privatizar faz mal para o Brasil”, dizia uma faixa.

Os petroleiros acusam a presidente Dilma Rousseff de traição, por ter prometido em 2010, na campanha eleitoral, não privatizar o pré-sal, classificado por ela como “um passaporte para o futuro do Brasil”, devido às grandes reservas contidas na região.

Além dos petroleiros do Sindipetro, participavam da passeata centrais sindicais com a Conlutas, a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), a Central Sindical Popular, dois partidos de esquerda (PSTU e PCB), MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra), estudantes da UNE (União Nacional dos Estudantes), Fist (Frente Internacionalista dos Sem Teto) e da Anel (Associação Nacional dos Estudantes Livres).

Ao chegar na Cinelândia, palco tradicional de protestos da cidade, integrantes do MST, PSTU e PCB ocuparam as escadarias da Câmara Municipal, que desde terça-feira, quando foi feita a desocupação dos manifestantes que estavam acampados, eram fortemente guardadas pela polícia.

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