Petroleiros aceitam proposta da Petrobras e desistem de greve FUP vai recomendar às assembleias que aprovem o acordo coletivo

Na avaliação dos dirigentes, “a FUP e seus sindicatos arrancaram conquistas históricas em relação ao SMS (sigla que designa segurança, meio ambiente e saúde)”. A entidade destaca a garantia de participação de representantes sindicais nas reuniões das Cipas (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) offshore (em plataformas), com três embarques anuais em cada plataforma. Na Bacia de Campos, isso representará 150 embarques de sindicalistas por ano. A participação dos sindicatos nas comissões de apuração de acidentes será ampliada. Além disso, a TFCA (Taxa de Frequência de Acidente com Afastamento) será retirada da avaliação de desempenho (GD, o Sistema de Gerenciamento de Desempenho interno da companhia).

Também será retomada a progressão salarial a cada 12, 18 e 24 meses, prática – segundo a FUP – adotada pela Petrobras até 1997. “Os petroleiros terão, no mínimo, um nível salarial integral a cada dois anos, independentemente da avaliação dos gerentes”, informa a federação. O avanço automático, que hoje é de meio nível a cada 18 meses, passará a ser de um nível integral a cada 24 meses. O acordo prevê ainda o pagamento do extra turno (adicional) do feriado de 7 de setembro. Com isso, os trabalhadores garantem o pagamento de cinco feriados nacionais.

A parte econômica já estava acertada, com reajuste salarial de 10,71%. Segundo a federação, isso assegura um ganho real entre 2,5% e 3,25%.

 

Os comentários estão encerrados.

AllEscort