PETROBRÁS TENTA REVERTER SUSPENSÃO DA VENDA DOS CAMPOS DE BAÚNA E TARTARUGA VERDE

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 21 de novembro de 2016

A Petrobrás teve um revés na justiça na tentativa de venda dos campos de Baúna e Tartaruga Verde, após a justiça de Sergipe ter deferido uma liminar para suspender o processo, a partir de uma ação popular proposta pelo Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe, e agora tenta reverter a decisão.

O campo de Baúna, em águas rasas do pós-sal da Bacia de Santos, está em operação desde 2013, com o FPSO Cidade de Itajaí (foto) produzindo cerca de 45 mil barris por dia, enquanto o campo de Tartaruga Verde, em águas profundas do pós-sal da Bacia de Campos, ainda está em desenvolvimento.

A estatal pretendia vender 100% do primeiro e 50% do segundo para a australiana Karoon Gas, mas teve as tratativas bloqueadas pela justiça e agora anunciou que vai recorrer da decisão, afirmando que “a condução desse processo observou as etapas previstas na Sistemática de Desinvestimento e garantiu ampla competitividade entre os potenciais interessados, como meio de assegurar o melhor negócio para a companhia”.

No entanto, a justiça acatou a reclamação incluída na ação sobre a falta de licitação para a venda dos campos. Ainda assim, o sindicato não se deu por satisfeito e tenta cancelar o processo de venda independente do modelo adotado.

“Só é possível de fato derrotar o processo de privatização com a categoria petroleira unida e mobilizada, preparada para construir uma forte greve nacional, que ajude a impulsionar uma greve geral em todo o país”, afirma o Sindipetro AL/SE em nota.

A Petrobrás se defendeu dizendo que considera opiniões independentes de instituições financeiras, que avaliam as transações, “atestando que o valor de venda é justo”.

“Os processos passam por análise de diversos comitês da companhia e são submetidos aos órgãos competentes para aprovação das transações”, diz a estatal.

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