Petrobrás já usa um novo supercomputador para acelerar tempo de exploração e produção de petróleo

FONTE REUTERS – Matéria publicada em 23 de junho de 2020

A meta do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, em ter uma empresa totalmente digitalizada, para acelerar o tempo de produção, exige que a companhia tenha sob sua operação supercomputadores, como o novo Atlas, que já está servindo à companhia.

A capacidade dele equivale a cerca de 1,5 milhão de smartphones ou de 40 mil laptops de última geração. Ele está em operação desde abril, no Centro de Processamento e Tratamento de Informação (CPTI), no Rio de Janeiro.  O supercomputador é o mais bem colocado de toda a América Latina no ranking mundial de computadores de alto desempenho. O Atlas e o Fênix, outro supercomputador da Petrobrás, fazem parte de um time de diversos equipamentos que desempenham diferentes funções na companhia. Os dois são responsáveis pelo processamento de dados geofísicos gerados durante as atividades de exploração e de desenvolvimento da produção de óleo de gás.

Juntos, eles têm a capacidade de processamento equivalente à de 2,5 milhões de smartphones ou 67 mil laptops novos.

Tanto poder de processamento é necessário para criar as imagens representativas da geologia abaixo do fundo do mar, onde estão as camadas de sal e os reservatórios de petróleo. As imagens sísmicas, fundamentais para as descobertas de óleo e gás, cobrem centenas de quilômetros quadrados e chegam a milhares de metros de profundidade. Por isso, os algoritmos que as processam envolvem equações matemáticas complexas, com um volume imenso de dados, gerando imagens que geólogos e geofísicos possam interpretar. O volume de dados referente a um único projeto sísmico pode chegar a ter dezenas de terabytes, mais que a capacidade dos HDs de um computador de mesa atual.

O investimento em computação de alto desempenho diminui os custos com esse tipo de processamento. Além disso, com os supercomputadores dedicados é possível utilizar algoritmos especiais desenvolvidos pela Petrobrás, trazendo um diferencial competitivo capaz de aumentar a eficiência das atividades exploratórias.

Desde 2018, a Petrobrás reforçou o investimento em computadores de alto desempenho. Esse processo vem ocorrendo em três ondas. A primeira, no ano passado, resultou na aquisição do Fênix. Este ano, a companhia passou a contar também com o Atlas e o Guaricema, que é dedicado à simulação de dados gerados nos reservatórios de óleo e gás. Com a conclusão da terceira onda, em 2021, a empresa terá 10 vezes mais capacidade de processamento HPC do que em 2018.

Como resultado desse investimento houve redução significativa no tempo de processamento de dados geofísicos nas áreas geológicas de interesse da companhia e a aplicação de algoritmos complexos, de última geração. Este processamento mais rápido e com algoritmos mais eficientes reduzirá riscos e antecipará decisões, elevando o retorno econômico dos projetos de E&P. Por isso a chegada do Atlas e a melhoria do Fênix contribuirão para melhores decisões técnicas, já que as imagens geradas abaixo do fundo do mar terão melhor definição e estarão disponíveis em menos tempo.

O diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobrás, Nicolas Simone (foto), destaca que a capacidade de processamento desses computadores permite o desenvolvimento de programas estratégicos para a Petrobras, como o “PROD1000” e o “EXP100”, impulsionando o aumento de eficiência na companhia: “O uso intensivo de inteligência artificial e de grandes capacidades computacionais garantem uma expansão do nível de processamento de dados que seria impossível de atingir sem essas tecnologias.”

 

 

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