Petrobrás já gastou mais com auditoria e advogados do que recuperou com a Operação Lava Jato.

FONTE JORNAL PORTUÁRIO

Entre advogados, consultores e auditores para detectar as falhas da petrolífera a factura já supera a factura do Lava Jato.

O saldo da Petrobras com a Operação Lava Jato já está negativo. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os custos despendidos com a contratação de três escritórios de advocacia e de um comité especial para passar a pente fino a empresa e identificar responsabilidades e falhas de governance já superam as receitas que a petrolífera conseguiu recuperar com as denúncias premiadas da Operação Lava Jato.

Até agora a Petrobras gastou 370 milhões de reais (94 milhões de euros) com advogados e com o comité que avalia as falhas, um valor 61% acima do que os 230 milhões de reais (58,5 milhões de euros) que entraram na caixa como fruto da investigação dos esquemas de corrupção na empresa.

O comité especial foi criado em 2014, na gestão da ex-presidente Graça Foster, para auditar os contratos investigados na Lava Jato e identificar as falhas na governance da empresa.

Já os escritórios de advogados e auditoria são: o Trench, Rossi e Watanabe Advogados; o Gibson, Dunn & Crutcher LLP e a Ernest &Young.

A operação Lava Jato é um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar mais de 10 mil milhões de reais, podendo ser superior a 40 mil milhões de reais, dos quais 10 mil milhões em propinas “pagos a políticos”, para facilitar a vitória nos concurso e obras públicas.

A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. No primeiro momento da investigação, desenvolvido a partir de Março de 2014, perante a Justiça Federal em Curitiba, foram investigadas e processadas quatro organizações criminosas lideradas por operadores do mercado paralelo de câmbio. Depois, o Ministério Público Federal recolheu provas de um imenso esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras.

Nesse esquema, que dura há pelo menos dez anos, as grandes empreiteiras (construtoras) organizadas em cartel pagavam propinas a altos executivos da empresa estatal e a outros agentes públicos. O valor da comissão variava de 1% a 5% do montante total de contratos milionários sobre-facturados. Esse suborno era distribuído através de operadores financeiros do esquema, incluindo os cambistas investigados na primeira etapa.

Fonte: Econimico | Sapo

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