Petrobras é colocada sob observação devido à corrupção por fundo da Noruega

FONTE: CORREIO DO POVO

Órgão norueguês é considerado o maior do mundo

O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, informou nesta quinta-feira que colocou a Petrobras sob observação devido ao risco de corrupção, em meio a acusações de suborno e propinas. Segundo o fundo, a decisão de colocar a petroleira em observação foi tomada pelo Conselho do Banco Central do país e foi feita com base no parecer do Conselho de Ética do fundo.

“O conselho executivo (do Banco Central) não considerou de forma independente todos os detalhes da investigação, mas acha que há base suficiente para concluir que os critérios observados tenham sido suficientes”, disse o Banco Central, que controla o fundo.

“Os executivos seniores da empresa e de seus fornecedores mais importantes aparentemente organizaram um sistema de pagamento de grandes subornos a políticos superiores, partidos políticos e funcionários públicos por uma década”, disse o Conselho de Ética do fundo. “Vários dos altos executivos da empresa também receberam grandes propinas”, acrescentou.

O Conselho disse que encomendou dois estudos feitos por consultores para avaliar as acusações de corrupção e que esteve em contato com a empresa, mas a Petrobras não quis comentar.

O Conselho afirmou ainda que não pediu para o fundo excluir a Petrobras porque os procedimentos anticorrupção da companhia foram recentemente estabelecidas e porque as investigações continuam e atenção negativa em direção à Petrobras provavelmente iria reduzir o risco de uma corrupção maior.

Uma nova avaliação sobre o assunto ainda será feita neste ano e se outros casos de corrupção surgirem e se a Petrobras não mostrar que seu programa anticorrupção está funcionando, a condição de exclusão poderá ser atendida, disse o Conselho de Ética.

Em 2014, o fundo tinha uma participação de 162,6 milhões de dólares na Petrobras International Finance, subsidiária da Petrobras de Luxemburgo, e fatia de 38,4 milhões de dólares na Petrobras Global Finance, da Holanda. Os dados de 2015 serão publicados em março.

O fundo anteriormente excluiu mais de 60 empresas de seu portfólio de investimentos por razões éticas, incluindo empresas produtoras de minas terrestres, tabaco ou armas nucleares, e as empresas em risco de violar os direitos humanos ou que causaram danos ambientais graves.

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