PARENTE CONCLAMA INDÚSTRIA MUNDIAL A APROVEITAR OPORTUNIDADES NO BRASIL E DIZ QUE NÃO HAVERÁ OUTRO MOMENTO COMO ESSE

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 27 de outubro de 2016

O cargo de presidente da Petrobrás é tradicionalmente um posto de forte representação do pensamento do governo brasileiro e o atual comandante da empresa, Pedro Parente, que conta com passagens por três ministérios em governos anteriores, assumiu bem esse papel, deixando uma mensagem típica de porta-voz governamental durante o discurso de encerramento da Rio Oil&Gas 2016.

Ao falar sobre o momento do País e da estatal, exaltou o extenso plano de venda de ativos, com cerca de US$ 35 bilhões em vista ainda, e conclamou a indústria internacional a aproveitar as oportunidades que vêm se abrindo no País.

Não haverá outro momento como esse”, afirmou Parente, comparando a abertura do mercado nacional atualmente com o período das privatizações do governo FHC, mais especificamente com o setor de telecomunicações.

O executivo lembrou que na época o valor da privatização do segmento gerou uma arrecadação da ordem de US$ 14 bilhões a US$ 15 bilhões no primeiro momento, e que agora o setor de óleo e gás oferece uma extensa lista de oportunidades muito maiores para os investidores de todo o mundo.

Ele fez questão ainda de respaldar a fala do diretor de refino e gás, Jorge Celestino, que em outro dia do evento falou sobre os planos de busca de parceiros para venda de participação em ativos de refino e logística, mas acabou sendo alvo de críticas daAssociação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), por conta de uma declaração em que dizia que os planos para 2021 – até quando não será construída nenhuma nova refinaria – poderiam “não ser o melhor para o Brasil, mas são o melhor para a Petrobrás”.

Além disso, ao dar maior ênfase ao programa de desinvestimentos e de busca de parceiros, ele se dirigiu aos petroleiros, lembrando que boa parte das pessoas que trabalham na indústria de óleo e gás brasileira tiveram alguma passagem pela Petrobrás.

“Essas parcerias são importantes não apenas para reduzir os riscos, mas também porque nos ajudam a trabalhar pressionados por garantir a melhor governança possível, sem deixar que outros fatores que não os específicos do negócio influenciem nas decisões”, afirmou, fazendo referência indireta aos problemas da estatal descobertos pela Operação Lava Jato, que apontou uma série de esquemas de corrupção baseados em interesses de executivos da Petrobrás e de empresas contratadas.

O discurso sela a imagem que o governo tentou imprimir na participação na Rio Oil&Gas, que contou com a presença do presidente Michel Temer e do ministro de minas e energia,Fernando Coelho Filho, na abertura, na segunda-feira (24). É um movimento que busca claramente se amparar mais fortemente no setor privado e tenta atrair investimentos para fomentar este mercado.

O presidente do IBP, Jorge Camargo, disse que as suas expectativas para o evento foram superadas de “longe”. Ele fez questão de enaltecer a participação do governo e as mensagens passadas pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Coelho Filho. “Foram mensagens de apoio à nossa agenda, mensagens consistentes que falam de conteúdo local qualificado e realista. Nós saímos da Rio Oil & Gas com uma sensação de otimismo. Eu saio desse congresso com a certeza de que o governo faz parte da solução da nossa indústria”, afirmou.

O ex-presidente do IBP e atual presidente do conselho do instituto, João Carlos de Luca, foi homenageado durante a cerimônia com o prêmio Leopoldo Miguez, que é concedido a membros de destaque do setor de óleo e gás. Atualmente ocupando o cargo de diretor presidente da Barra Energia, de Luca destacou em seu discurso os pontos altos de sua trajetória no mercado, sobretudo a fase em que foi diretor de Exploração e Produção (E&P) da Petrobrás e no processo de fundação da YPF no Brasil.

 

 

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