Expansão da oferta é a saída para reduzir custo do gás natural

FONTE: FATOS E DADOS

A expansão da oferta de gás natural nacional, a monetização das reservas, “trazendo as indústrias até o poço”, e a eliminação de ineficiências tributárias são as alternativas para redução do preço do gás natural no país.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (28/10) pelo diretor da nossa área de Gás e Energia, Alcides Santoro, em palestra realizada durante encontro que reuniu, no Rio, representantes da indústria, das distribuidoras, dos consumidores livres e do mercado termelétrico.

Nesse sentido, o executivo voltou a apontar a 12ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que acontecerá em novembro, como a oportunidade para ampliar a produção de gás natural, em terra, no Brasil. “São sete bacias sedimentares distribuídas por 11 estados, com 240 blocos, totalizando, aproximadamente 164 mil km² de área em oferta”, informou Santoro.

Com foco nesse potencial, criamos o Programa Onshore de Gás Natural (PRON-GÁS) para avaliar o potencial de gás natural em reservatórios convencionais e não convencionais e desenvolver soluções para sua monetização.

“O Brasil tem potencial para aumentar suas reservas de gás natural, cuja monetização pode ser acelerada se o ‘mercado vier ao poço’ numa primeira etapa”, afirmou Santoro, apontando a construção de termelétricas e indústrias conectadas a áreas de produção de gás natural em campos terrestres como um caminho viável para aumentar a oferta no mercado interno com menor custo.

“Quando a produção dos campos terrestres crescer a ponto de viabilizar um sistema de transporte e distribuição, esse gás deverá chegar aos demais consumidores”, completou.

De qualquer forma, no médio prazo, o país permanecerá importador de gás natural e isso continuará se refletindo nos preços, explicou o executivo, que detalhou as características do mercado norte-americano para mostrar as razões do baixo preço do gás não convencional nos EUA. Ou seja, o preço dependerá sempre das condições de mercado, ressaltou Santoro.

Atualmente, além da produção nacional, o Brasil importa gás natural da Bolívia por gasoduto e, de outras partes do mundo, em navios, na forma de Gás Natural Liquefeito (GNL). O país tem também dois terminais construídos, um no Ceará e outro no Rio de Janeiro. Concluiremos, em novembro deste ano, o terceiro terminal localizado na Bahia. Com isso, a capacidade de importação de GNL, hoje em 27 milhões de m³/dia, saltará para 41 milhões de m³/dia.

O sistema oferece segurança energética ao país, mas, a perspectiva, para Alcides Santoro, deve ser de aumento da oferta nacional para redução do custo de suprimento ao mercado nacional.

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