OPERAÇÃO LAVA-JATO COMPLETA DOIS ANOS COM R$ 2,9 BILHÕES RECUPERADOS EM DESVIOS DA PETROBRÁS

FONTE PETRONOTÍCIAS

Moro

Em meio ao auge da crise política brasileira, a Operação Lava-Jato vem sendo responsável por um turbilhão de revelações no país e chega hoje a dois anos de existência com um marco impressionante: foram recuperados R$ 2,9 bilhões desde o início das investigações, com outros R$ 659 milhões repatriados.

Ao longo dos últimos 24 meses, tendo início nos esquemas operados pelo doleiro Alberto Youssef, o Ministério Público Federal (MPF) apurou desvios de mais de R$ 6,4 bilhões em propina a ex-diretores da Petrobrás, com 97 pedidos de cooperação internacional e pedidos de ressarcimento que somam R$ 21,8 bilhões.

O Brasil de março de 2014 não é o mesmo de hoje, imerso em desconfianças institucionais e uma profunda recessão causada em grande parte pelos esquemas revelados na estatal. Após um total de 93 condenações proferidas pelo juiz Sérgio Moro (foto), além de 49 acordos de delação premiada e cinco acordos de leniência com empresas, a indústria se encontra hoje em terreno incerto, com investimentos parados e indefinição para os próximos meses na economia brasileira.

Entre condenações de empreiteiros e operadores ilícitos, a operação faz aniversário com um total de 990 anos e sete meses de prisão decretados. Com foco recente sobre o Palácio do Planalto, as investigações vêm sendo acusadas pelo governo de terem objetivos políticos e apontam ainda para um longo caminho até a estabilização da economia. Os últimos desdobramentos se dão ainda nesta quinta-feira (17), com a posse do ex-presidente Lula no Ministério da Casa Civil de Dilma Rousseff, estando ambos no foco de recentes acusações sobre supostos benefícios com desvios da Petrobrás.

As investigações começaram a germinar em 2013, quando a Polícia Federal (PF) descobriu quatro organizações criminosas comandadas por doleiros. Através da apuração e do monitoramento dos grupos, a operação chegou até o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. As revelações então se sucederam e atingiram outros funcionários da companhia, como os ex-diretores Renato Duque e Jorge Zellada.

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