ODEBRECHT ENGENHARIA DEMITIU MAIS DE 53,5 MIL E TEVE QUEDA DE 57% NO FATURAMENTO DESDE 2014

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 08 de fevereiro de 2017

O inferno astral da Odebrecht parece já ter passado pelo pior momento, com a expectativa de retomada gradual após a homologação das delações de seus executivos pelo STF, mas a realidade da empresa é bastante dura.

Para se ter ideia, a Odebrecht Engenharia e Construção, uma das principais do grupo, demitiu cerca de 53,5 mil funcionários – mais de 50% de sue quadro – e teve uma queda de 57% no faturamento desde 2014, quando foi iniciada a Operação Lava Jato.

Os dados ainda não são definitivos, mas estão nos últimos ajustes e as projeções foram enviadas pela empresa a analistas e investidores, indicando que o faturamento de 2016 deva ficar em cerca de US$ 6 bilhões (R$ 18,8 bilhões), a partir de uma receita bruta de US$ 10,5 bilhões (R$ 32,8 bilhões) nos 12 meses até setembro do ano passado.

A queda no faturamento gerou uma situação preocupante, porque a Odebrecht precisou gastar US$ 2,9 bilhões (R$ 9 bilhões) de seu caixa para manter as operações, já que as receitas não foram suficientes para todas as despesas.

Se o cenário continuar assim, sem aumento das receitas, é provável que a empresa precise reduzir ainda mais de tamanho, já que seu caixa hoje está em US$ 1,6 bilhão (R$ 5 bilhões). E isso não é uma probabilidade remota, tendo em vista que a maior dificuldade do grupo agora é conseguir novos contratos depois da Operação Lava Jato, que ainda mantém Marcelo Odebrecht preso.

De acordo com os dados enviados aos analistas, a carteira de obras da Odebrecht saiu do recorde de US$ 33,9 bilhões (R$ 105,7 bilhões) em 2014 para US$ 21,3 bilhões (R$ 66,4 bilhões) em 2015, uma queda de 37%.

No entanto, a dívida de curto prazo da construtora é relativamente baixa para os padrões dela, de US$ 210 milhões (R$ 660 milhões) para os próximos 12 meses, o que torna menos provável o risco de calote. Ainda assim, a dívida total da Odebrecht Engenharia e Construção é de US$ 3,3 bilhões (R$ 10,3 bilhões), sendo a maior parte de títulos emitidos por um braço financeiro do grupo.

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