Navio se aproximou de ilha para homenagear tripulante, afirmam jornais

Andreas Solaro/AFP

O Concordia, que partiu de Civitavecchia, a 70 km ao norte de Roma, se chocou contra uma formação rochosa de 20 m, que provocou um buraco no casco de 70 m de comprimento

O Costa Concordia, o cruzeiro que naufragou no mar Tirreno, se aproximou da ilha de Giglio para homenagear seu chefe de garçons, que nasceu no local, e um ex-comandante da companhia Costa Cruzeiro, afirmaram nesta segunda-feira (16) os jornais Corriere della Sera e Il Tirreno.

O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, detido pelo naufrágio, que deixou até o momento seis mortos, decidiu fazer uma surpresa ao chefe de garçons, Antonello Tievoli, e ao ex-comandante Mario Palombo.

“Vem ver, Antonello, estamos em Giglio”, teria dito o comandante ao chefe de garçons, que pensou que era uma brincadeira de Schettino, de acordo com o Corriere della Sera.

Tievoli, acrescentou o jornal, disse aos moradores de Giglio quando o socorreram: “Nunca poderia imaginar que desembarcaria em minha casa” e desde então não quer falar com ninguém, já que se sente culpado por uma tragédia da qual se tornou protagonista sem querer.

No jargão da marinha italiana “inchino”, ou “reverência”, é a aproximação a um lugar para homenagear, dar um presente a um membro da tripulação.

Segundo o jornal Il Tirreno, Antonello Tievoli, que trabalha há cinco anos no cruzeiro, ligou para seus pais, que vivem na ilha, para que vissem o navio passar por perto, um gigante do mar de 114 mil toneladas, 291 m de comprimento, 62 m de altura, 11 corredores e capacidade para 3.780 passageiros.

O Concordia, que partiu de Civitavecchia, a 70 km ao norte de Roma, se chocou contra uma formação rochosa de 20 m, que provocou um buraco no casco de 70 m de comprimento.

De acordo com o comandante, as rochas não constavam nas cartas náuticas que possuía. O cruzeiro navegava cerca de 150 m do litoral de Giglio, conforme as primeiras investigações.

Os jornais indicaram que essa proximidade não era para que os turistas apreciassem a vista noturna da ilha, com as luzes das casas acesas, já que, destacaram, os passageiros não foram avisados em momento algum de que passavam por Giglio.

 

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