Marinha detalha demandas para novas fragatas e recebe propostas para navio polar até 11 de novembro

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 23 de outubro de 2020

A Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) detalhou nesta semana algumas das demandas que terá pela frente no processo de construção das quatro fragatas classe Tamandaré e do Navio de Apoio Antártico.

As informações foram apresentadas na manhã de hoje, durante um webinar transmitido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Como se sabe, a Emgepron é a empresa estatal responsável pelo gerenciamento do Programa Classe Tamandaré, fazendo a ponte entre a Marinha e o Consórcio Águas Azuis. O gerente do programa, Capitão de Mar e Guerra Roberto Moura dos Santos, disse que a construção das quatro fragatas “abre novas perspectivas de fornecimento para a indústria nacional de equipamentos navais, em especial no momento atual, de baixa demanda por construção naval”.

A primeira fragata terá o percentual mínimo de conteúdo local de 31,75%. Enquanto isso, o índice para as demais unidades será de 40,5%. As possibilidades de fornecimento são bem amplas, envolvendo diversos sistemas e disciplinas das fragatas, como estruturas, propulsão, eletricidade, sistemas de controle, tubulação, entre outros, conforme ilustra o quadro ao lado.

“Mesmo em um momento atual de baixa demanda da construção naval pelo qual o país atravessa, a indústria vem de um recente passado de atendimento às demandas da indústria offshore, cujos requisitos tecnológicos se aproximam dos requisitos militares”, acrescentou Santos.

Enquanto isso, a Engeprom continua avançando na assessoria à Marinha para a escolha da melhor proposta de construção do novo Navio de Apoio Polar. O processo de seleção foi divulgado e iniciado em março desse ano e agora está entrando em uma etapa decisiva.

23/2/2019 SÃO PAULO SP METROPOLE – CID – ANTARTIDA / ANTARTICA – ESPECIAL – O navio polar Almirante Maximiano na bahia do Almirantado, em frente a estação Comandante Ferraz. A nova estação de pesquisa brasileira Comandante Ferraz, na ilha Rei George no continente Antartico, esta em fase final de construção e deve ser inaugurada no mes de Marco. FOTO: CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO

A Marinha receberá até o dia 11 de novembro as propostas dos consórcios interessados em tocar a construção do navio. Depois, o próximo passo será a divulgação de uma short list, em janeiro, com os três ou quatro melhores concorrentes. O vencendor da disputa será conhecido em junho e assinatura do contrato acontecerá em dezembro. A construção do navio deve acontecer entre 2022 e 2025, com geração de 600 empregos diretos e outros 6 mil indiretos.

O gerente do programa Navio de Apoio Antártico, capitão de Mar e Guerra Archimedes Francisco Delgado, garantiu ainda que já existem os recursos necessários para desenvolver o empreendimento. “É importante ressaltar que a empresa [Engeprom] já está totalmente capitalizada pelo governo, com os recursos financeiros para fazer frente a esse projeto”, afirmou.

 

 

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