IRÃ BUSCA INVESTIMENTOS DE US$ 200 BILHÕES PARA AMPLIAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA DE PETRÓLEO

FONTE PETRONOTÍCIAS

Javadi

A indústria de petróleo do Irã está a todo vapor e busca um novo impulso para crescer ao longo deste ano.

Com foco na expansão de sua estrutura produtiva, o país busca atrair hoje investimentos no total de US$ 200 bilhões para o setor de óleo e gás, de acordo com o CEO do Kardan Investment Bank, Majid Zamani. Em declaração feita nesta semana, o executivo afirmou que o aporte teria como foco o aprimoramento da cadeia iraniana e o suporte às metas de crescimento estabelecidas para os próximos meses.

Os objetivos são ambiciosos no Irã, que vem ampliando seus investimentos industriais desde que tiveram fim às sanções a sua economia no final do último ano. Com o crescimento acelerado do setor de óleo e gás, o país atingiu a marca de 3 milhões de barris de petróleo por dia em janeiro. A previsão é de que a produção atinja no ano que vem o mesmo patamar registrado antes dos embargos, segundo o vice-ministro do Petróleo iraniano, Rokneddin Javadi (foto).

Diante da tendência de crescimento, o governo iraniano vem atraindo interesse de empresas de diversos países, e a expectativa é de que nos próximos meses uma delegação do Reino Unido viaje ao país em busca de novos investimentos. A proximidade com o mercado europeu vem marcando a nova fase da indústria do Irã, que no último mês exportou petróleo para o continente pela primeira vez em cinco anos.

A expansão da cadeia de petróleo iraniana, com uma maior disponibilidade de projetos para os próximos anos, também abre espaço para parcerias com a indústria brasileira. Em entrevista recente ao Petronotícias, o consultor estratégico de negócios entre Brasil e Oriente Médio da Mercator Business Intelligentsia, Jorge Mortean, afirmou que o desenvolvimento das reservas de gás no país sinalizam diretamente para o Brasil, que pode retomar seus projetos na região. “As sanções fizeram com que o Brasil saísse, mas essa porta se abriu novamente e pode levar outras empresas privadas do ramo. Se eu fosse da Petrobrás, apesar da convulsão estrutural, estaria entrando agora em um avião para Teerã”, enfatizou o especialista.

 

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