INDÚSTRIA NAVAL VÊ AUMENTO DE COMPETITIVIDADE COMO PEÇA-CHAVE NA RETOMADA DO SETOR NO BRASIL

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 21 de setembro de 2016

A feira Marintec South America está sendo o pano de fundo para empresas buscarem novos negócios em um momento de crise no setor naval, afetado pela crise da Petrobrás.

Nesta quarta-feira (21), último dia do evento, representantes da Wärtsilä, DNV-GL e Solstad Offshore discutem como a tecnologia e a inovação podem alavancar os negócios na indústria marítima nacional e internacional. Neste sentido, o painel abordará o uso do gás natural como alternativa de combustível para embarcações. Durante os dois primeiros dias de feira, que começou na última segunda (19), o tema da competitividade internacional ganhou força, como um caminho a ser trilhado para retomada do crescimento do setor naval. O diretor de Relações Institucionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Marcio Fortes, disse que é preciso que as companhias nacionais ampliem suas competências para aumentar a competitividade de seus produtos e serviços no exterior.

Paralelamente, outras empresas seguem em busca de novos clientes. É o caso da fabricante Tintas Corcovado – que desenvolve produtos voltados para vários setores, dentre eles o de óleo e gás – e da prestadora de serviços Megatherm – especializada em isolamento térmico e acústico. Os diretores de ambas as companhias se mostraram animados com os contatos realizados no evento, desde o primeiro dia de feira.

Fui surpreendido pelo número de visitantes, porque tradicionalmente o primeiro dia da feira não é muito forte. Recebemos um grupo bastante qualificado de pessoas no estande e foi um movimento que se manteve ao longo dos dias. Tivemos pessoas buscando novos negócios“, comentou o presidente da Megatherm, Sergio Matozzo (à direita da foto).

O sentimento de satisfação também é compartilhado pela diretora da Tintas Corcovado,Ivanira de Araujo (à esquerda), que também viu com empolgação à procura pelos produtos da empresa durante a feira. “Surpreendeu a gente porque estamos num momento de crise e desde o início estamos tendo ótimos contatos”, afirmou. Fora do ambiente da feira, Ivanira também comemora o momento de relativa melhora no ambiente de negócios.

De acordo com a executiva, o segundo semestre do ano já está trazendo resultados mais animadores do que os primeiros seis meses de 2016. “Estamos tendo muita cotação e estamos fechando vários orçamentos, fato que não vivenciamos no primeiro semestre do ano. Temos novos negócios sendo prospectados. Por dia, fechamos em torno de 20 cotações“, revelou. Ivanira conta que a Tintas Corcovado, que tem 56 anos de existência, está na feira ofertando produtos como tintas normatizadas, que são fabricadas de acordo com normas que a Petrobrás exige.

A Tintas Corcovado e a Megatherm estão ocupando o mesmo estande na Marintec, mas o foco das soluções apresentadas pelas empresas é diferente. Enquanto a primeira está voltada à oferta de produtos, a companhia de serviços de isolamento está mirando em contratos de manutenção. A estratégia faz parte de uma leitura que o diretor da Megatherm faz sobre o momento atual do setor de óleo e gás no Brasil. “A gente está muito focado em serviços de manutenção, tendo em vista que, no momento atual, não existem contratos novos. Esse mercado de novas plataformas está parado“, lamentouMatozzo.

O executivo da Megatherm explica que a empresa está mirando os contratos em serviços de isolamento térmico para manutenção offshore. Aliás, é da exploração de campos marítimos que Matozzo acredita que poderão surgir boas novidades para os fornecedores, caso seja aprovado o fim da operação única da Petrobrás no pré-sal. “Eu pessoalmente acredito que isso vai fazer com que novos projetos e players entrem no mercado brasileiro, reativando a cadeia fornecedora de óleo e gás“, opinou.

Neste ano, a Marintec está reunindo 380 marcas, entre armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores nacionais e internacionais. O presidente da UBM Brazil (que organiza a feira), Jean-François Quentin, disse recentemente que estava convicto de que a edição deste ano seria um marco da retomada positiva da indústria naval e offshore no Brasil. Além de novos negócios, a feira serviu de cenário para empresas lançarem tecnologias, como o caso da Brastech, que apresentou uma balsa salva-vidas para seis pessoas, voltada para navios, barcos de apoio e plataformas offshore.

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