Grécia enfrenta terceira greve nos portos desde o início do ano

FONTE: GUIA MARÍTIMO

Entenda os motivos da paralisação de estivadores, marinheiros e rebocadores que começa hoje e pode durar até 48 horas.

Cleci Leão

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Porto de Pireus

Os portos da Grécia serão paralisados nesta quinta-feira pela terceira vez consecutiva em um ano que mal começou. Trabalhadores da estiva, marinheiros e a tripulação dos rebocadores reuniram-se para iniciar uma greve geral de alcance nacional que terá duração de 24 horas.

O sindicato dos marinheiros planeja ainda estender a ação por mais 24 horas, o que deve interromper as atividades em cinco portos, incluindo Pireus, o maior porto e hub de contêineres da Grécia.

Durante a paralisação, os navios estarão impedidos de atracar, manobrar e até mesmo deixar os portos adeptos à greve,, de acordo com o operador local da ISS (Inchcape Shipping Services).

A greve geral foi anunciada pelos sindicatos dos setores público e privado, como protesto contra as mudanças programadas que afetariam os direitos dos trabalhadores relativos a pensão, seguro e idade limite para aposentadoria requerida pelos credores internacionais do país.

A previsão de início das greves, de 24 ou 48 horas, está estabelecida para as 6 da manhã do horário local, em 4 de fevereiro de 2016.

Em janeiro, os portos gregos já haviam passado por uma greve de 48 horas organizada pelos estivadores e tripulação de rebocadores.

Na ocasião, esperava-se que os grevistas mantivessem as operações pelo menos no segundo maior porto do país, de Thessaloniki, já que os rebocadores do porto não haviam aderido às ações. Após o início da paralisação, no entanto, Thessaloniki também parou, interrompendo as atividades de navegação em todo o país por 24 horas.

As manifestações tiveram início dias depois de o governo grego concordar em vender a sua participação de 67% na Autoridade Portuária de Pireus ao grupo chinês Cosco por US$ 368,5 milhões, e anunciar a preparação de editais para a venda do porto de Thessaloniki no decorrer do ano.

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