‘Folha’: Preço do petróleo afeta mais o Brasil do que China, diz Trabuco

FONTE: Jornal do Brasil

Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste domingo (24), o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, disse que o preço do petróleo tem impacto “mais explosivo” do que a desaceleração chinesa nas economias global e brasileira.

Presente no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Trabuco apostou que a estabilização das bolsas da China e dos preços das commodities se dará apenas “no fundo do poço”. Isso significa, de acordo com ele, que “entramos num túnel de grande ajuste”.

Ele mencionou o peso da China para a economia mundial e as expectativas de que o barril de petróleo caia para US$ 10. “A Petrobras é ainda mais afetada, pelos outros problemas que tem. O problema do petróleo bate no risco de crédito das empresas e dos países no mundo todo”, alertou.

Falando sobre os desafios a serem enfrentados pelo governo do país, o economista sugeriu a elevação da liquidez do sistema bancário do Brasil. Ele justificou a estratégia argumentando que, embora a inflação esteja alta, não existe demanda. Trabuco, porém, disse que o ajuste “não é plataforma, é meio” e que não é possível ter um governo unicamente em cima do ajuste fiscal.

Por outro lado, o presidente do Bradesco apostou que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, esteja no caminho certo para estabilizar a economia brasileira. “Tem consciência e, pelo que mostrou aqui, vai reforçar essa agenda para o Brasil avançar”, disse.

Trabuco também minimizou os problemas de empresas que, como a Petrobras, têm grande parte de sua dívida cotada em dólar. A escalada da moeda norte-americana vem intensificando os debates sobre a situação econômica dessas companhias. “Houve aumento, mas teremos tempo para enfrentar esse problema porque em 2014 houve um alongamento das dívidas por um grande grupo para 2015, 2016 e 2017. Em 2018, 2019 aumenta o volume”, explicou.

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