ESCASSEZ DE PROJETOS NO SETOR DE ÓLEO E GÁS LEVA VIDYA CORROSÃO A EXPANDIR ATUAÇÃO PARA OUTROS MERCADOS

FONTE PETRONOTÍCIAS

Otavio

Redução de custos é palavra de ordem dentro da indústria de óleo e gás, principalmente no complexo momento vivido pelo setor, com barril de petróleo negociado muito abaixo da média de quase US$ 100 entre 2008 e 2014.

Novas empresas vêm buscando preencher as demandas por soluções mais eficientes e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) apoia esses novos empreendedores através da sua Incubadora de Empresas. Um exemplo é a Vidya Corrosão, do doutorando em Engenharia Metalúrgica e de Materiais Otávio Carneiro Corrêa, diretor de tecnologia e sócio-fundador da empresa. Especialista em serviços de monitoração da corrosão, a empresa nasceu dentro do Laboratório de Corrosão da Coppe e tem no setor de óleo e gás seus principais projetos, mas os cortes dentro da indústria têm levado a Vidya a abrir seus horizontes para outras áreas, como siderurgia, indústria petroquímica e de papel e celulose. Para continuar focada em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, a empresa busca editais de instituições de fomento à inovação, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), com a qual já conquistou recursos do projeto Tecnova. Um dos projetos que vem sendo desenvolvido pela empresa, uma plataforma própria de gestão do plano de monitoração de corrosão, é vista com boas perspectivas para o mercado nacional e internacional. “Vemos um potencial muito grande para essa ferramenta, com possibilidade de atender empresas em vários países”, afirma Otávio.

Como é a atuação da Vidya no setor de óleo e gás?

Atuamos no setor de óleo e gás com soluções de monitoração da corrosão para dutos, plataformas e refinarias, fornecendo resultados e informações sobre os processos corrosivos para os setores de inspeção de equipamentos, manutenção e operação.

Quais os maiores desafios encontrados pela Vidya?

Atualmente, nós temos como maior desafio a falta de projetos, em virtude do momento economicamente ruim que o setor passa. Devido ao nosso tipo de serviço, voltado para redução de custos, nós ainda temos algum mercado a ser explorado, mas já estamos atentos a outros setores, como da Siderurgia, Indústria Petroquímica e de Papel e Celulose, por exemplo.

A empresa já atua em outros setores além de óleo e gás?

Sim, já atendemos em outras áreas, mas com menos volume de projetos do que em óleo e gás.

Há algum plano de internacionalização da empresa?

Por enquanto, todos os nossos serviços são aqui no Brasil, mas estamos desenvolvendo uma plataforma própria de gestão do plano de monitoração de corrosão. Vemos um potencial muito grande para essa ferramenta, com possibilidade de atender empresas em vários países.

Quais os principais clientes da Vidya?

Temos algumas grandes empresas que já contrataram nossos serviços, como Odebrecht Oil & Gas, Teekay, Oceaneering e Gelita, por exemplo. Temos alguns contratos que, por questões estratégicas das empresas, contam com cláusula de confidencialidade, por isso não podem ser citadas.

Como a Vidya busca viabilizar seus projetos?

Nós somos muito focados em Pesquisa e Desenvolvimento, então buscamos editais de apoio para empresas com essa vocação. Já tivemos um projeto desenvolvido através de um edital da Faperj e também estamos observando outras possibilidades do mesmo tipo, como Sebraetec e BNDES. Esse tipo de financiamento ajuda a reduzir os riscos envolvidos no desenvolvimento de tecnologia e é fundamental para empresas de inovação.

Como é a relação da empresa com a Coppe?

A empresa nasceu dois anos e meio atrás, dentro da Coppe/UFRJ. Temos uma relação muito boa. Somos uma das empresas incubadas da Coppe e continuamos desenvolvendo tecnologias dentro do Labcorr, o laboratório de corrosão. Atualmente, estamos trabalhando em sensores que estão em fase de desenvolvimento, para se tornarem um produto próprio da Vidya. 

 

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