EMPRESAS DO FÓRUM CAPIXABA DESENVOLVEM 19 NOVOS PROJETOS PARA SETOR DE ÓLEO E GÁS

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 21 de novembro de 2016

Um grupo de empresas do Espírito Santo está apostando no desenvolvimento de tecnologias para o setor de óleo e gás, com foco em inovação. Atualmente, existem 19 projetos, que estão dentro do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás.

Um dos produtos, um tubo de injeção de vapor em poço de petróleo, já está no mercado e agora entrará em fase de prospecção internacional. Segundo Ana Karla Vitório Macabu, gestora de projetos do Sebrae/ES e que liderou uma missão de empresas capixabas no Rio de Janeiro, o foco de atuação do fórum está no setor onshore, mas o grupo está começando a receber as primeiras demandas no segmento offshore. Além disso, outros novos projetos devem ter novidades ainda em 2016: “Para esse ano, temos alguns projetos mais avançados para teste de campo e até mesmo para inicializar a comercialização. Alguns deles são: um centralizador de tubo, uma haste de bombeio e a bomba que entra na unidade de bombeio. Temos ainda um trocador de calor que despertou o interesse do Cenpes [Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás]“, explicou Ana Karla.

Como as empresas do setor de óleo e gás estão enfrentando o atual momento do mercado?

De uma forma geral, elas sentiram a redução das demandas do setor, mas ainda há muitas outras demandas de operação. As empresas continuam participando dos projetos e cadastros. Lógico que não tem como negar que houve redução de quadros. Isso é um sentimento de todo o país, mas as companhias estão buscando sair do Espírito Santo e procurando alternativas. Não dá para ficar só no estado esperando a demanda vir, porque o momento atual é bem complicado.

E como se dá a atuação do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás?

O fórum capixaba vem do antigo Prominp [Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural], que ficava dentro da Petrobrás, mas com mudanças feitas há três anos atrás, houve uma proposta para que o Prominp virasse um fórum, onde a gestão dele passou a ser da Federação das Indústrias do governo do Estado do Espírito Santo e da Petrobrás. Isso foi importante porque ele ganhou outra dinâmica e tem muito mais participação empresarial. Hoje, o fórum tem mais de 20 instituições parceiras. Há mais de seis anos a Petrobrás está abrindo demandas na área de inovação, para o desenvolvimento de bens e serviços. E a partir dessas demandas a gente está desenvolvendo projetos.

Quantos projetos existem atualmente?

São 19 projetos sendo geridos pelo fórum e que estão sendo apoiados pelas entidades que o compõe. Estas iniciativas estão em fases diferentes. Temos pelo menos  quatro que devem ser concluídos até o final do ano. Um deles, aliás, já está concluído. Trata-se de um tubo de injeção de vapor em poço de petróleo, feito pela Tecvix. Ela desenvolveu o projeto, que já está no mercado. O produto, inclusive, já está em fase de prospecção internacional.

E quais outros projetos estão em fase mais avançada?

Para esse ano, temos alguns mais avançados para teste de campo e até mesmo para inicializar a comercialização. Alguns deles são: um centralizador de tubo, uma haste de bombeio e a bomba que entra na unidade de bombeio. Estes três produtos estão em fase mais avançada. Temos ainda um trocador de calor que despertou o interesse do Cenpes.

A empresa que desenvolveu o centralizador também está produzindo a máquina que vai fabricar este equipamento. Então, é muita pesquisa envolvida. As empresas do fórum buscam nos EUA, na China, na Noruega e em outros países as melhores práticas para desenvolver um bom produto a um preço que seja competitiva.

Como o fórum viabiliza o desenvolvimento destes produtos?

A atuação do fórum é importante porque as empresas que participam dele tem assessoria da Petrobrás durante o desenvolvimento do produto. Estas companhias são escolhidas pelo fórum e, depois, é assinado um termo de cooperação com a Petrobrás, onde existe a questão de patente e de desenvolvimento. Na parte técnica, as empresas do fórum conseguem acessar os técnicos, o campo e tudo o que for necessário para desenvolver o produto. Por fim, a companhia ainda consegue fazer o teste no campo, na área da Petrobrás.

Qual  o foco de atuação das empresas? Onshore ou offshore?

Todos esses produtos que citei são da linha onshore. A gente começou por essa área para ganhar conhecimento no desenvolvimento tecnológico. Nenhuma dessas empresas vinha da atividade de inovação. Nós já temos projetos novos na área offshore, entre dois ou três. Já estamos recebendo demandas.

 

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