Eletropaulo atinge patamar dos R$ 11; Vale, MMX e Bradespar caem com China

FONTE: INFOMONEY

Ainda entre os destaques corporativos, as ações da OGX registram perdas quase 6% depois de corte de preço-alvo do Deutsche Bank; maré ruim continua para Petrobras

Por Paula Barra  

SÃO PAULO – Perdendo cada vez mais forças ao longo da sessão desta segunda-feira (4), o Ibovespa atinge queda de 1,06% às 13h16 (horário de Brasília), a 56.282 pontos, pressionado principalmente pela queda das ações da OGX (OGXP3, -5,59%, R$ 2,87) e Vale (VALE3, -3,07%, R$ 35,62; VALE5, -3,09%, R$ 34,16), que juntas representam mais de 15% da carteira teórica do índice.

Em relação a OGX, pesa o corte de preço-alvo pelo Deutsche Bank, de R$ 3,80 para R$ 2,00 – o que representa um potencial de queda de 34,21% em relação ao fechamento da última sexta-feira -, em função de perspectivas menores de petróleo na Bacia de Santos e o encarecimento do papel frente à concorrência.

Já sobre as ações da Vale, que chamaram atenção na última semana pela forte volatilidade depois de anunciar o maior prejuízo de sua história, voltam ao foco do mercado com uma forte queda neste pregão, em linha com outras mineradoras mundiais após a China anunciar novas medidas para frear o setor imobiliário.

Também são afetadas negativamente pela medida a MMX (MMXM3; -4,13%; R$ 3,02) e a Bradespar (BRAP4; -3,59; R$ 27,38) – holding que possui uma fatia do controle da Vale.

AES Eletropaulo e CPFL são multadas em R$ 15,7 mi
Por sua vez, a AES Eletropaulo (ELPL4) e a CPFL Energia (CPFE3) foram multadas na semana passada pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo) em um total de R$ 15,7 milhões, informou a Folha de S. Paulo.

A Eletropaulo foi multada em R$ 6,9 milhões por problemas no monitoramento nos níveis de tensão, entre outras falhas. A CPFL, em R$ 8,8 milhões por manter subestações, alimentadores, linhas, circuitos e transformadores com carga acima da capacidade admissível, além da falta de manutenção em suas subsestações.

Em reflexo, as ações da Eletropaulo caem 2,02% neste pregão, sendo cotadas a R$ 11,17. Na mínima do dia, os papéis atingiram queda de 2,98%, a R$ 11,06 – alcançando o menor patamar desde o final de 2008. Já os papéis da CPFL recuam 0,20%, a R$ 19,86.

Maré ruim continua para Petrobras
Além disso, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) multou a Petrobras (PETR3, -1,50%, R$ 14,46; PETR4, -0,71%, R$ 16,78) em R$ 173 milhões, conforme informou a coluna Radar, da Veja.

O motivo é que a estatal usou um procedimento contabilmente incorreto para transferir seu patrimônio para outra empresa. Não há mais recurso possível na ANP.

Petroleira estanca vazamento na Bacia de Campos
Também reflete nesta sessão a notícia de que a Petrobras estancou durante o fim de semana o vazamento de óleo identificado no Campo de Marlim, um dos três maiores produtores da Bacia de Campos. A mancha de óleo foi localizada a 172 Km da costa de Macaé, no Rio de Janeiro.

Em nota, a empresa comunicou que o vazamento ocorrou por problemas no equipamento conhecido como árvore de natal molhada, do poço MRL-131. Pelos cálculos da Petrobras, o volume de óleo detectado foi estimado em 108 litros, sendo 13 litros vazados na quinta-feira e outros 95, na sexta.

Cemig emite R$ 2,16 bi em debêntures
A Cemig Distribuição (CMIG4) fechou a maior captação no mercado de capitais brasileiro neste ano até o momento, com a emissão de R$ 2,16 bilhões em debêntures. Com boa demanda dos investidores, a companhia exerceu os lotes extras da oferta, que originalmente era de R$ 1,6 bilhão.

Os papéis foram emitidos em três séries. Na primeira, com vencimento em cinco anos, os investidores terão remuneração de 0,69% ao ano mais a variação da taxa DI (Depósito Interfinanceiro), abaixo do teto estipulado pela companhia, que era de 0,73%.

A segunda série, com prazo de oito anos e correção pela inflação medida pelo IPCA, renderá 4,70% ao ano, também abaixo dos 5,20% iniciais. Na terceira série, cuja taxa máxima era de 5,75% ao ano, a remuneração final dos papéis, que vence em 12 anos, ficou em 5,10% ao ano mais IPCA.

Gestora eleva participação acionária na Equatorial
A Equatorial Energia (EQTL3) comunicou ao mercado que investidores não residentes e fundos de investimento cujas carteiras são geridas pelo Credit Suisse Hedging-Griffo, sob responsabilidade do diretor Luís Stuhlberger, atingiram participação relevante de 5,08% do total de ações ordinárias emitidas pela companhia, equivalente  a 10.073.318 papéis dessa espécie.

Adicionalmente, a gestora informa que, com esta aquisição, não pretende alterar a composição do controle, sendo que a oportunidade e conveniência do exercício do direito de eleição do conselheiro fiscal ou de administração em separado serão avaliadas pela Credit Suisse Hedging-Griffo.

Dança das cadeiras na diretoria da Telefônica Brasil
Por fim, a Telefônica Brasil (VIVT4) comunicou ao mercado que o seu Conselho de Administração, em reunião realizada na última sexta-feira, indicou Alberto Manuel Horcajo Aguirre para ocupar o cargo de diretor de finanças, controle e de relações com investidores, em substituição a Gilmar Roberto Pereira Camurra que deixou de exercer o referido cargo desde o final da semana passada.

A efetiva eleição e investidura do indicado ocorrerão tão logo obtenha-se a autorização a ser emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo que durante este período, o diretor geral e executivo da companhia, Paulo Cesar Pereira Teixeira, responderá, interina e cumulativamente, pela diretoria de finanças, controle e de relações com investidores.

 

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