DELCÍDIO AMARAL FECHA ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA E RETOMARÁ ATIVIDADES COMO SENADOR

FONTE PETRONOTÍCIAS

Delcidio

A Operação Lava-Jato acaba de ganhar um novo impulso e a terra volta a tremer em Brasília: desta vez, as denúncias vêm de dentro.

O senador Delcídio Amaral fechou acordo de delação premiada nesta sexta-feira (19) com a Procuradoria-Geral da República e tudo indica que novas acusações devem surgir nas próximas semanas com relação aos escândalos de corrupção investigados na Petrobrás. O parlamentar, que será liberado para regime domiciliar, é conhecido por transitar bem entre grupos de vários partidos e pode revelar novas informações acerca do envolvimento de políticos em desvios e esquemas de pagamento de propina.

Com a liberação decidida pelo ministro Teori Zavascki, Delcídio deverá retomar suas atividades como senador já na próxima semana, podendo trabalhar ao longo do dia, mas em prisão domiciliar durante a noite. A medida, que recebeu parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF), teve como base o término da delação do ex-diretor da estatal, Nestor Cerveró, que vinha citando a participação do parlamentar em diversos esquemas de pagamentos ilícitos junto a contratos da empresa.

O chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, também será solto com a nova decisão do STF. Ele foi preso junto a Delcídio, em novembro do ano passado, após o vazamento de gravações em que o político oferece alternativas de fuga a Cerveró. O episódio, que também levou à prisão o dono do BTG Pactual, André Esteves, foi interpretado como tentativa de atrapalhar as investigações em curso na Lava-Jato.

Entre as acusações que pesam contra Delcídio está o recebimento de uma propina de US$ 6 milhões para apoiar a posição de Cerveró dentro da Petrobrás, em esquema que também teria envolvido os senadores Renan Calheiros e Jaber Barbalho. Além disso, o parlamentar do PT teria recebido propina da GE quando ocupou a diretoria de Gás e Energia da estatal, o que é negado pela empresa.

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