Contratações crescem em ritmo mais elevado do que a produção

Enquanto o total de contratados aumentou 75% e o de terceirizados subiu 171% no período, a produção de petróleo da empresa cresceu 35%.

O estudo também indica baixa produtividade. Com produção diária de 2,6 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) e 81.198 empregados contratados, cada um deles é “responsável” por 32 barris diários.

Na Exxon, com aproximadamente o mesmo número de empregados e produção diária de 4,5 milhões de barris de óleo equivalente, a média é de 54 barris por contratado.

Se considerada só a produção de petróleo, a Petrobras fica na média, com 26,71 barris, mas abaixo da Exxon (28,97) e da Chevron (31,02).

Somando os 328 mil terceirizados aos 81 mil contratados da Petrobras, a média de produção cai para seis barris diários por trabalhador.

Para o analista Erick Scott, da SLW Corretora, a Petrobras paga o preço de ser uma estatal. “Geralmente estatais têm muita colocação política, enquanto a empresa privada leva mais em conta a formação profissional e é mais eficiente”, avalia Scott.

O especialista em petróleo e ex-diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo) David Zylberstajn diz que os números mostram que a empresa está inchada.

“Isso revela que a gestão anterior [José Sergio Gabrielli] fez exatamente o contrário do que disse quando assumiu a empresa.” No início de sua gestão, Gabrielli prometeu reduzir o número de terceirizados -uma antiga batalha dos sindicalistas.

O consultor e sócio do CBIE Adriano Pires afirma que o estudo mostra a ineficiência da companhia, que não tem conseguido entregar suas metas de produção.

Em 2002, a produção da estatal era de 1,5 milhão de barris diários de petróleo. Em 2011, ela chegou a 2,021 milhões de barris, o mesmo volume previsto para 2012.

EXTRAÇÃO EM ALTA JUSTIFICA EMPREGAGOS

A Petrobras justifica as contratações ao afirmar que a sua produção cresce mais do que a de qualquer outra empresa. A estatal diz que até 2016 sua produção subirá 27%, enquanto a Exxon prevê alta de 3% e a Chevron, 13%.

A parada das contratações na década de 1990 e a idade média avançada dos funcionários também geraram a necessidade de novos empregados, diz.

 

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