Contra hackers, ANP mantém banco de dados fora da internet

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

JULIA BORBA DE BRASÍLIA

A diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Magda Chambriard, disse nesta terça-feira (17), que o banco de dados da agência para exploração e produção de áreas ou poços de petróleo não fica conectado à internet, portanto, que não permite acesso de hackers ou espionagem.

“Nosso banco de dados não está conectado à internet. Para roubar essas informações é preciso que haja um espião paranormal”, brincou Magda.

Segundo ela, todos os dados coletados pela ANP ou pelas empresas petrolíferas são armazenados e preservados. Além disso, apenas informações brutas são arquivadas, sem que haja qualquer interpretação dos dados feita pelo corpo técnico da agência.

Só informações públicas –como as que já venceram período de confidencialidade– são oferecidas ao público ou à empresas do setor, seja pela agência reguladora ou por meio de empresas específicas e autorizadas a fazer essa comercialização.

“Disponibilizamos dados públicos para usuários associados, que assinam conosco um termo de acesso; para usuários eventuais, ou seja, qualquer cidadão brasileiro ou empresa constituída pela Lei brasileira. Esse acesso também é permitido e gratuito para universidades”, explicou.

Segundo a diretora geral da ANP, na área do pré-sal, a maior parte dos levantamentos não são exclusivos, ou seja, podem ser comercializados pela agência ou por empresas autorizadas.
“O que muda nesses casos é a interpretação sobre os dados oferecidos, que é exclusiva de cada companhia”, disse Magda.

Dos dados que a ANP mantém em seu acervo estão: dados geológicos, geofísicos, levantamentos terrestres, perfis de poços de exploração e amostras coletadas em poços brasileiros.
“Os dados confidenciais nós guardamos a sete chaves”, reforçou.

Logo depois da exposição sobre a segurança das informações na ANP, na comissão audiência conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e CPI da Espionagem, Magda mostrou ainda uma foto da sala cofre da agência, no Rio de Janeiro, que guarda parte dos documentos sigilosos e disse que o local é a prova de “incêndio, inundações e outras ameaças”.

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