Brasil pode perder competitividade nos portos

FONTE GUIA MARÍTIMO

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Burocracia, logística ineficiente, e tantos outros fatores negativos impactam o setor, aumentando o chamado Custo Brasil.

Kamila Donato

Lançamento de navios cada vez maiores com tanta rapidez traz para a logística brasileira a necessidade de mudanças na mesma velocidade. Maiores calados, terminais cada vez maiores e mais preparados para receber essas embarcações. Junto a isso, a infraestrutura brasileira precisa melhorar e dar lugar aos modais que parecem cada vez mais esquecidos, a exemplo, a malha ferroviária brasileira, que além de sucateada e pequena, é diferente de uma região para outra. Além disso, a burocracia, as altas tarifas, os muitos anúncios de investimentos e poucas ações propriamente ditas, causam pânico e desânimo para um setor que carece cada vez mais de atitude.

Traçando um panorama do cenário do setor portuário, o Diretor Presidente da ABTP (Associação Brasileira de Terminais Portuários), Wilen Manteli, conversou com exclusividade com o Guia Marítimo e apontou que tantos fatores negativos impactam de forma importante o setor, “justamente aumentando o chamado Custo Brasil”.
Manteli comenta ainda sobre a importância do modal ferroviário quanto do modal hidroviário, “essenciais para o desenvolvimento econômico e social de qualquer país”. E que, segundo ele, é possível ver apenas olhando a experiência dos países desenvolvidos.

Sobre melhorias, trabalhos realizados ou que ainda precisam ser colocados como prioridade, altos custos, necessidades de mudanças e as expectativas para 2016, Manteli destacou a necessidade de mais e melhores investimentos na ampliação e modernização dos terminais portuários e foi enfático: “O excesso de intervenção do Estado nas atividades portuárias, o excesso de burocracia, o processo errático de regulação, a não modernização da relação do capital e trabalho. Tudo isso fere a livre iniciativa e ora inibe, ora encarece os investimentos”.

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