Amazonica Energy e Mitsubishi pode criar rede de distribuição de gás na região norte do Brasil

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 15 de abril de 2019

Com investimentos previstos no valor de US$ 800 milhões executivos da Amazonica Energy e Mitsubishi Corporate se apresentaram, em Manaus, como os próximos concorrentes da Petrobrás na comercialização de Gás Natural Liquefeito (GNL), na Região Norte.

Os executivos iniciaram, em Manaus, um roteiro de visitas para reconhecer e discutir a potencialidade industrial do Amazonas. A expectativa é que a empresa se instale ano que vem e inicie a importação e comercialização de GNL, em 2021. Eles estiveram na sede da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) para apresentar o projeto a ser implantado no País com parceiros asiáticos, europeus e americanos.

Criada em 2016, a Amazônica Energy é uma empresa brasileira que planeja implantar um sistema de movimentação de gás natural liquefeito na região Amazônica, utilizando 23 mil km de redes hidroviárias do Pará, Amazonas e Rondônia. A expectativa é atender, no início, um mercado de 6 milhões de metros cúbicos diários.  A empresa é formada por técnicos do setor elétrico, e entre os sócios estão o engenheiro elétrico Marcelo Araújo, ex-consultor da área de gás e energia da Petrobrás, com passagens por Neoenergia, Eneva e Enel, e o engenheiro civil Livio Rodrigues de Assis, ex-diretor da Celpa.

O presidente da Fieam, Antônio Silva, disse que é preciso afastar as ameaças ao modelo para atrair investimentos com segurança jurídica.  A Amazonica Energy estuda desde 2016 a implantação desse modelo que vai importar um grande volume de gás liquefeito, aportar em um terminal em Itacoatiara e de lá transportar por meio de barcaças até o consumidor final. A ideia do modelo é importar o gás natural na forma líquida trazendo de fontes como Golfo do México, Caribe e até de outras regiões, estocar o gás no meio do Rio Amazonas, próximo a Manaus, em Itacoatiara, e daí movimentar o gás para os clientes finais. O gás é movimentado na forma líquida e regaseificado nas instalações do cliente para consumo final. O GNL será importado e fornecido pela Mitsubishi até o terminal de Itacoatiara por um navio metaneiro. Do terminal, o produto será movimentado para o interior amazônico, em direção a Porto Velho, por meio de barcaças, com capacidade de 1,2 mil metros cúbicos diários cada.

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