Agência vê alto risco de crédito na OGX

FONTE: CORREIO DO ESTADO

Depois de Eike Batista questionar a obrigação de injetar recursos na OGX, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou ontem a nota da dívida da petroleira em moeda estrangeira e local. A classificação caiu dois níveis, de CCC para C, o que aponta um risco de crédito “excepcionalmente alto”, com inadimplência iminente ou inevitável. Abaixo do C, há apenas o RD e o D. No primeiro caso, a nota é atribuída quando houve uma inadimplência, mas a empresa não entrou em processo de recuperação judicial. Já o D ocorre quando a companhia teve um pedido de recuperação judicial, ou uma intervenção administrativa, ou liquidação ou processo de encerramento. Também pode ser atribuída quando as atividades já foram encerradas. Foi o terceiro rebaixamento da Fitch neste ano, sendo que os outros dois ocorreram em maio e junho.

Eike contestou ontem a validade do exercício de uma opção de venda de ações (“put”), de US$ 1 bilhão. Na sexta-feira, a diretoria da OGX determinou o imediato aumento de capital de US$ 100 milhões pela emissão de novas ações a serem subscritas por Eike. O valor restante, informou a OGX, será liberado conforme as necessidades de caixa. A Fitch diz que o rebaixamento ocorre em vista da posição de liquidez da OGX “extremamente apertada, além da necessidade de significativos investimentos para aumentar a produção e o fluxo de caixa operacional.”

Caixa 

Para a agência, o caixa da companhia deverá esgotar ao final de 2013, “diante do ambicioso programa de investimentos da OGX -de aproximadamente US$ 1,3 bilhão em 2013- e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de baixo a negativo. Em 30 de junho de 2013, a OGX tinha R$ 722 milhões de caixa e aplicações financeiras e R$ 8,7 bilhões de obrigações de dívida, composta, principalmente, por US$ 2,6 bilhões em notas com vencimento em 2018 e US$ 1,1 bilhão em notas com vencimento em 2022.

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