A dança das cadeiras na estrutura da Petrobrás deixará a empresa com uma cultura menos estatal e mais privada

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, fala sobre os resultados da empresa durante o ano de 2018.

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 29 de junho de 2020

Os petroleiros estão reagindo duro e até com alguma indignação à decisão do conselho de Administração da Petrobrás que, no início de junho, aprovou uma mudança na política interna da estatal, autorizando aumentar as indicações de profissionais de fora para o alto comando da empresa.

A medida eleva de 30% para 40% a proporção máxima de gestores oriundos do mercado nas gerências-executivas, incluindo algumas poucas gerências gerais ligadas diretamente às diretorias da companhia. Na prática, passou de 15 para 20 o total de funcionários que poderão ocupar posições executivas subordinadas à diretoria.

A Petrobrás acredita que as mudanças vão favorecer a contratação de gestores oriundos do setor privado, agregando as competências desses profissionais às já existentes no corpo de empregados da companhia. Serão profissionais formados pela Universidade Petrobrás ou outras instituições financiadas pela empresa. Essa reestruturação já está acontecendo e cheio de polêmicas internas. É a maior transformação que que a companhia passa nos últimos anos. O objetivo é mudar a cultura da empresa, transformando suas ações com pensamento não estatais, mas privados.  A Gerência de Executiva de Águas Profundas está sob a liderança de Carlos José Travassos, que assumiu o lugar de José Luiz Marcusso (que escolheu se aposentar); A Gerência Geral de Descomissionamento está sob o comando de Eduardo Hebert ZacaronRicardo Pereira de Morais comanda a Gerência Executiva de Terra e Águas Rasas que substitui Nilo Azevedo Duarte (que escolheu se aposentar).

Com a criação da GG de Descomissionamento, A área de E&P da Petrobrás passou a ter nove gerências com a gerência de descomissionamento. Libra, é comandada por Mariana Cavassin Paes; Búzios, Márcio Kahn; Reservatórios, Tiago da Rosa Homem; Águas Ultra Profundas, Joelson Falcão Mendes; Exploração, Mario Carminatti; Gestão de Ativo, João Jeunon. Na área de Desenvolvimento da Produção, que está sob o guarda-chuvas do  diretor Rudimar LorenzattoLuiz Carlos Mendes também será aposentado.  Maiza Pimenta Goulart, assume a gerência de Projetos. Eduardo Bordieri  ficara a frente da  Gerência Geral de Gestão Integrada de Recursos e Projetos, que acaba de ser criada. Na gerência de Poços Marítimos, ficará Samuel Bastos de Miranda;

   O trabalho de Nicola Simone é considerado estratégico por Castello Branco

Nos Sistemas de Superfície, Refino, Gás Natural e Energia, João Rittershaussen; Sistemas Submarinos, Luiz Carlos Higa.

O redesenho da Petrobrás, o mais profundo dos últimos anos, estará concluído até o final do ano. Outras diretorias também serão afetadas, incluindo a diretoria de Refino & Gás Natural, sob o comando de  Anelise Lara;  Financeiro e de Relacionamento com Investidores, de  Andrea de Almeida, Governança & Conformidade,  com Marcelo Zenkner, de Relacionamento Institucional que está sob a liderança de  Roberto Ardenghy, Transformação Digital & Inovação, com  Nicolás Simone, considerada estratégica pelo presidente Castello Branco e a Diretoria de Logística, com André Chiarini.

 

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