2008 X 2016: os efeitos da crise

FONTE GUIA MARÍTIMO

Crise

Diretor da Portonave pondera o reflexo da política na economia e aposta infraestrutura para “vislumbrar algo mais à frente”.

Kamila Donato

Apesar das semelhanças quanto à severa retração da economia, o diretor-superintendente administrativo do terminal portuário da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, compara os dias de hoje com a crise de 2008 de formas muito distintas.

Segundo Castilho, hoje o mercado está muito mais competitivo, o que exige mais planejamento. Diferente da crise de 2008, a crise atual envolve de forma mais intensa os temas políticos, que refletem diretamente na economia. Apesar disso e das mudanças que aconteceram desde então, é preciso ponderar sobre o que aconteceu e quais lições foram aprendidas. “Estamos mais experientes e, mesmo com as dificuldades atuais temos conseguido seguir adiante e melhorar o resultado do negócio”, pondera o executivo.

“Em 2008, estávamos iniciando as nossas operações e, além do cenário econômico, em nossa região, o drama na vida das pessoas provocado pelas enchentes foi muito impactante. Tivemos que superar a crise econômica, nos preocupar com as pessoas e as restrições operacionais. Procuramos, nessas ocasiões, manter a confiança, buscar oportunidades e definir estratégia para retomar o ritmo de atividades de maneira rápida. O investimento para a implantação naquela ocasião havia sido concluído e agora terminamos a nossa ampliação”.

Ainda segundo o Castilho Ribas, investimentos como o PIL, por exemplo, na sua essência, visam criar condições para estimular investimentos em infraestrutura que viabilizem a retomada do crescimento de forma consistente. “O cenário econômico atual interfere diretamente nas decisões de investimentos e o mercado portuário especificamente experimenta importantes mudanças também com a edição da Lei 12.815”.

No novo ciclo proposto pelo PIL, e com a atual conjuntura, ele destaca ainda a necessidade de se estimular, sobretudo, uma regulação que de segurança ao investidor, linhas de financiamento compatíveis e agilidade nos processos de concessões e autorizações. “Assim será possível vislumbrar algo mais à frente, incorporar premissas que sustentem os planos de negócios com taxas atrativas e permitam tomar riscos em empreendimentos de longa duração”, completa.

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